Em pauta na quinta (9), sistema que cria alerta por SMS de pessoas desaparecidas
Batizado de Sentinela, programa que replica modelo utilizado nos Estados Unidos para auxiliar buscas pode ter votação definitiva
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) pode votar, nesta quinta-feira (9/7), em 2º turno, o Projeto de Lei (PL) 249/2025, que cria o programa Sentinela, um sistema de alerta de pessoas desaparecidas por SMS. A ideia é replicar em BH uma tecnologia de auxílio a buscas utilizada nos Estados Unidos, conhecida como Amber Alert. De autoria de Vile Santos (PL) e outros quatro vereadores, a medida prevê que o alerta seja emitido sempre que houver registro de desaparecimento nos órgãos competentes. Para ser aprovado em definitivo, o PL precisa do voto favorável da maioria dos vereadores (21). A reunião está marcada para às 14h30, no Plenário Amintas de Barros, e pode ser acompanhada presencialmente ou de forma remota, pelo portal ou canal da CMBH no YouTube.
Parceria com operadoras de telefonia
De acordo com a proposta, as mensagens enviadas por SMS devem conter: nome, foto, idade e características físicas da pessoa desaparecida; local e data do desaparecimento; número de contato para informações; e outros dados relevantes para identificação e localização, a critério da autoridade policial. O envio dos alertas será realizado por meio de parceria com as operadoras de telefonia móvel, alcançando os celulares ativos nas áreas próximas ao local do desaparecimento.
Em articulação com a Polícia Civil e o Conselho Tutelar, a Secretaria Municipal de Segurança será responsável por gerenciar o programa, validar os casos para disparo do alerta e garantir a proteção de dados sensíveis. Juntamente com Vile Santos, assinam a proposta os vereadores Dra. Michelly Siqueira (PRD), Flávia Borja (Pode), Marilda Portela (PL) e Professora Marli (PP). Segundo os autores, o desaparecimento de crianças, adolescentes e pessoas idosas representa uma “emergência social que exige resposta rápida e mobilização comunitária”.
“O uso da tecnologia, especialmente por meio de alertas via SMS, já se mostrou eficaz em outros países, como o Amber Alert nos EUA. A proposta visa replicar uma solução semelhante em Belo Horizonte, com foco regional, mobilizando a população local em tempo real e aumentando significativamente as chances de localização”, afirmam os autores.
Emendas
O PL 249/2025 recebeu duas emendas, que poderão ser apreciadas pelo Plenário. A Emenda 1, de autoria da Comissão de Legislação e Justiça, suprime o artigo que determina o prazo de 90 dias para o Executivo regulamentar a lei. Segundo a relatora, Fernanda Pereira Altoé (Novo), “o Supremo Tribunal Federal já consolidou entendimento nesse sentido, afirmando que o Poder Executivo não está sujeito a prazos estabelecidos pelo Legislativo para regulamentar leis.”
Já o Substitutivo-Emenda 2, de autoria do líder do governo, Bruno Miranda (PDT), além de também retirar o mesmo dispositivo, especifica que o alerta “poderá” ser emitido por órgão competente e que o Executivo “poderá” firmar convênio com os órgãos de segurança pública estaduais e federais, com operadoras de telefonia móvel e com outros serviços de tecnologia de comunicação e informação para divulgação dos alertas. A emenda retira ainda do texto a responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança de gerenciar o programa.
A medida foi aprovada em 1º turno em outubro de 2025, com o voto “sim” de 38 parlamentares, além de 1 abstenção. Caso receba o voto favorável da maioria dos vereadores (21), segue para sanção ou veto do Executivo.
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