MOBILIDADE URBANA

Comissão pede informações sobre incêndio em garagem da Viação Anchieta

Acidente resultou na destruição de 27 ônibus do transporte coletivo. Fiscalização e manutenção dos veículos também motivaram indagações

quinta-feira, 11 Junho, 2026 - 16:15
Vereadores no Plenário Helvécio Arantes

Foto: Cláudio Rabelo/CMBH

A Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços aprovou, em reunião desta quinta-feira (11/6), cinco requerimentos relacionados ao transporte coletivo de Belo Horizonte. Dentre eles, três são assinados por Dr. Bruno Pedralva (PT) e buscam esclarecimentos a respeito do incêndio ocorrido na garagem da Viação Anchieta, integrante do Consórcio Dom Pedro II. O acidente resultou na destruição de 27 ônibus do sistema de transporte municipal. Também foi aprovada uma visita técnica ao local onde aconteceu o incêndio, no dia 24 de junho, às 11h, requerida pelo mesmo autor, com Iza Lourença (Psol), Luiza Dulci (PT) e Pedro Patrus (PT). Um outro requerimento, assinado por Pablo Almeida (PL), solicita dados a respeito da fiscalização e manutenção dos ônibus e também teve aval do colegiado. Os órgãos questionados têm até 30 dias para enviar respostas. Confira o resultado completo da reunião.

Impactos operacionais e consequências financeiras

O Requerimento de Comissão (RC) 2181/2026, direcionado à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), à Secretaria Municipal de Governo, à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e à BHTrans, busca esclarecer os impactos operacionais do incêndio sobre o sistema de transporte coletivo. Entre os temas abordados estão informações sobre a frota da Viação Anchieta e dos consórcios que integram o sistema municipal, a idade dos veículos, os efeitos da perda dos 27 ônibus sobre a prestação do serviço e as medidas adotadas para reposição dos ônibus. Além disso, o documento também questiona qual a causa provável do incêndio, a existência de imagens de câmeras de segurança e quais medidas de fiscalização e prevenção vêm sendo adotadas.

Já o RC 2182/2026 se concentra nos aspectos financeiros e contratuais relacionados ao incêndio. Nele, Dr. Bruno Pedralva pergunta sobre os prejuízos causados pela destruição dos ônibus e as formas de financiamento para reposição da frota, além de possíveis impactos para os cofres públicos e para a tarifa dos usuários. O vereador também questiona alterações contratuais envolvendo a exigência de seguros, mecanismos de fiscalização e eventuais procedimentos de apuração de responsabilidades. As perguntas serão enviadas aos mesmos destinatários do primeiro requerimento, com a inclusão da Procuradoria-Geral do Município.

O terceiro pedido de informações sobre o tema (RC 2183/2026) é dirigido diretamente à Viação Anchieta e ao Consórcio Dom Pedro II. O objetivo é obter dados da própria concessionária sobre os impactos do incêndio e as medidas adotadas após a ocorrência. O documento reúne questionamentos sobre a estrutura operacional da empresa, a quantidade de ônibus atingidos, a existência de seguros para os veículos destruídos, os prejuízos estimados e a estratégia adotada para reposição da frota. Também busca entender os reflexos do incêndio sobre as linhas e horários operados pela empresa, além das condições de segurança da garagem e das providências tomadas para evitar novos incidentes.

Além dos pedidos de informação, também deve ser realizada uma visita técnica (RC 2195/2026) na garagem da Viação Anchieta, com o intuito de verificar as condições do local, as possibilidades de recuperação e da continuidade do serviço público de transporte. A vistoria está marcada para o dia 24 de junho, às 11h.

Fiscalização das frotas

Em outro pedido de informações (RC 2195/2026) aprovado na reunião, Pablo Almeida pretende esclarecer como é realizada a fiscalização dos veículos que compõem o transporte coletivo municipal. Para isso, o vereador faz indagações sobre o processo das inspeções, quais órgãos são responsáveis, bem como a periodicidade dos procedimentos e quais mecanismos são adotados para acompanhar o cumprimento das obrigações de manutenção preventiva. O requerimento também busca informações sobre a idade média da frota e os limites de uso dos veículos previstos em contrato.

O documento ainda solicita dados sobre problemas identificados nas fiscalizações, veículos retirados de circulação por falhas mecânicas, infrações aplicadas às empresas e denúncias registradas por usuários relacionadas a problemas estruturais. Também são questionadas ações voltadas à acessibilidade, limpeza, controle de emissão de poluentes e segurança dos passageiros, bem como a existência de indicadores públicos de desempenho, metas contratuais de qualidade, planos de renovação da frota e projetos para modernizar os atuais modelos de fiscalização do transporte coletivo.

As perguntas são direcionadas ao prefeito Álvaro Damião; às Secretarias Municipais de Governo, de Mobilidade Urbana e de Planejamento; e à Subsecretaria de Operações de Transporte e Trânsito.

Superintendência de Comunicação Institucional

16ª Reunião Ordinária - Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços