Parlamentares querem informações sobre os impactos da Linha 2 do metrô
Requerimento questiona se há acompanhamento das intervenções pela PBH e se serão exigidas contrapartidas e compensações ambientais
Foto: Karoline Barreto / Imprensa MG
Os parlamentares da Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços querem mais informações sobre os impactos da Linha 2 do Metrô de Belo Horizonte e sobre a passarela que ligará a via principal ao bairro Padre Eustáquio. Requerimento da vereadora Luiza Dulci (PT) foi aprovado durante a reunião desta quinta-feira (25/6). O pedido de informação é direcionado aos secretários municipais de Governo; de Planejamento, Orçamento e Gestão; de Mobilidade Urbana; de Política Urbana; e de Obras e Infraestrutura. Questionamentos sobre acompanhamento das intervenções, compensação ambiental e exigência de contrapartidas estão entre os enviados para representantes do Executivo Municipal. Confira aqui o resultado completo da reunião.
Impactos municipais
De acordo com informações divulgadas pelo governo estadual, a Linha 2 do metrô terá 10,5 quilômetros de extensão e sete novas estações, conectando a Estação Nova Suíça ao Barreiro, passando por pontos como Nova Gameleira, Nova Cintra, Vista Alegre e Ferrugem. A expectativa é que as operações tenham início em 2028.
No requerimento aprovado pela comissão, Luiza Dulci ressalta que é necessário levantar informações sobre a obra para identificar possíveis formas de aprimoramento.
“Apesar de ser diretamente relacionada ao governo do Estado de Minas Gerais, a obra causa impacto nas pessoas e no território municipal”, avalia Luiza Dulci.
Questionamentos
Os secretários de diferentes pastas do Executivo Municipal devem responder se a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nomeou responsável ou órgão específico para acompanhar diretamente as intervenções de ampliação das linhas de metrô e estações.
A parlamentar afirma que a concessionária Metrô BH, “tem alegado que a indefinição do projeto do Parque do Calafate impacta em uma possível não construção de passarela sobre a Avenida Tereza Cristina - ligando o bairro Padre Eustáquio à estação”. Nesse sentido, ela pergunta se há interlocução direta para garantir que os pedestres cheguem aos dois lados da via, acessando a estação em segurança.
O pedido de informação também menciona que o projeto apresentado pela Metrô BH não prevê a entrega de baia de ônibus ou ampliação de calçadas no entorno do acesso à estação pela Avenida Tereza Cristina, e questiona a PBH se o Município fará alguma intervenção para exigir contrapartidas.
Outro questionamento que os secretários deverão responder é se haverá pagamento de compensação ambiental por cortes de árvores para as obras.
A vereadora ainda pergunta quais licenciamentos são necessários para a construção da Estação Nova Suíça, quantos já foram concedidos e qual órgão municipal realiza o acompanhamento.
Superintendência de Comunicação Institucional



