CULTURA E TURISMO

Em audiência pública, Câmara vai realizar balanço do Carnaval 2018 em Belo Horizonte

Objetivo é debater acertos e problemas ocorridos na festa que reuniu mais foliões na história da Capital 

quinta-feira, 15 Fevereiro, 2018 - 17:00
Foto: Portal PBH / Bruna Tassis

O carnaval de Belo Horizonte recebeu número recorde de foliões em 2018. Para avaliar os acertos e problemas verificados na estrutura e na organização do evento, a Comissão de Educação, CIência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo realizará audiência pública no dia 12 de março, às 19 horas, no Plenário Helvécio Arantes. Requerida pelos vereadores Cida Falabella (Psol), Arnaldo Godoy (PT) e Gilson Reis (PCdoB), a reunião vai fazer um balanço das festividades, abrindo portas para o diálogo entre representantes da sociedade civil e do poder público a respeito do evento e de sua relação com as políticas culturais do Município. Nesta quinta-feira (15/2), quando o colegiado aprovou a realização da audiência, os parlamentares destacaram a importância política e econômica da festa e salientaram a necessidade de se corrigir problemas envolvendo a atuação das forças de segurança pública.

A vereadora Cida Falabella destacou a vitalidade do carnaval nos mais diversos pontos da cidade, mas lamentou que em áreas de ocupação, nas periferias e no baixo centro as forças de segurança pública tenham protagonizado cenas de violência contra foliões. Ainda segundo ela, nos lugares frequentados pela “classe média branca” o comportamento do aparato de segurança do Estado não se pautou pela violência. Cida Falabella qualificou o problema como sendo sistêmico, uma vez que a ação se faz presente sempre contra os mesmos corpos: negros e das periferias. A parlamentar citou como comportamentos abusivos o impedimento da realização de apresentações musicais durante a madrugada de segunda para terça-feira de carnaval, na Rua Guaicurus; e a ação da Polícia Militar, na segunda-feira, dia 12, contra foliões do bloco Filhos de Tcha Tcha, que realizou seu cortejo por ocupações do Barreiro. Cida defendeu uma segurança pública cidadã e inclusiva e destacou que o carnaval deve ser bom para todos, inclusive para as populações das periferias.

O vereador Gilson Reis classificou o carnaval deste ano em Belo Horizonte como o mais político de que já participara na cidade. De acordo com ele, a folia representou a retomada da luta política nos espaços públicos de BH, que, segundo o parlamentar, teria incluído todos os ritmos e cores. Reis também reconheceu problemas relativos à ação da Polícia Militar, mas identificou-os como “localizados” e “pontuais”. Além disso, o parlamentar elogiou o apoio do poder público municipal para a realização da festa e citou especificamente a eficiência dos serviços de limpeza nos dias de folia. Otimista em relação ao futuro das festividades momescas na cidade, Gilson afirmou: “Ano que vem será muito maior”.

O vereador Arnaldo Godoy defendeu correções na postura da PM, da Guarda Municipal e dos blocos por conta de falhas que possam ter ocasionado problemas e excessos durante as festividades carnavalescas. Ele defendeu que os problemas sejam examinados para que não voltem a ocorrer e afirmou que o relacionamento entre as forças de segurança e os foliões deva ser pautado pelo diálogo. Arnaldo destacou, ainda, a importância econômica do Carnaval para diversos segmentos da cidade, uma vez que as festividades geraram renda e bons negócios para bares, rede hoteleira, artistas locais e ambulantes.

Convidados

Foram convidados para a audiência pública representantes das secretarias municipais de Governo; de Cultura; e de Política Urbana; da Fundação Municipal de Cultura; da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur); bem como do Comando da Guarda Municipal de Belo Horizonte e da Polícia Militar de Minas Gerais.

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