LIMPEZA URBANA

Obra realizada em URPV na Região Noroeste ainda não inibe descarte irregular

Comunidade pede conscientização dos moradores, além de mais fiscalização para evitar depósito e queima ilegal de lixo

quarta-feira, 20 Dezembro, 2017 - 12:45
Foto: Bernardo Dias / CMBH

A Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV) localizada no Bairro Nova Esperança, Região Noroeste da capital, foi visitada pela Comissão de Saúde e Saneamento, na manhã desta quarta-feira (20/12).  De acordo com a comunidade, mesmo com a instalação de muros, grades e portões, o local continua utilizado como lixão, sendo constantes as práticas de descarte inadequado e queima de lixo. Requerente da atividade, o vereador Cláudio da Drogaria Duarte (PMN) lembrou do compromisso assumido pela PBH, de que as obras na URPV seriam executadas ainda neste ano, no entanto alertou a população sobre a necessidade de conscientização para o uso adequado do equipamento.

Instalada em terreno adjacente à Escola Municipal Arthur Guimarães, à Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Nova Esperança e ao Cemitério da Paz, a URPV já recebeu visita técnica da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, quando foi denunciado o mau uso do local. De acordo com a comunidade, mesmo após as obras realizadas pela PBH, como a construção de muros, grades e portões, alguns moradores e empresários da região seguem depositando móveis e objetos do lado de fora da unidade, bem como realizando queima de lixo no local. 

Destinação correta

Chefe de departamento da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Pedro Neto esclareceu que as URPV’s são os locais apropriados para o descarte de materiais que não são recolhidos pela coleta convencional, como entulho da construção e demolição (sobras de tijolos, telhas, argamassa, pedra, terra, etc), além de madeira, podas de árvores e jardins, pneus, entre outros.

De acordo com Pedro Neto, conforme foi acordado em visita técnica ao local, foram realizadas intervenções na unidade, como a construção de um muro e a instalação de um portão, a fim de inibir o acesso fora do horário de funcionamento, que é das 8h às 17h, e impedir o uso do espaço como lixão. No entanto, mesmo após as obras realizadas, as pessoas seguem depositando móveis e objetos do lado de fora da URPV, bem como realizando queima de lixo no local. “O grande problema enfrentado pelos funcionários e pela comunidade é a falta de consciência de alguns moradores e empresários que insistem em fazer o descarte irregular e fora de horário de funcionamento”, lamentou o servidor, que afirmou ainda que algumas novas medidas serão tomadas, como a instalação de uma placa informativa e educativa do lado de fora da unidade, bem como o reforço na fiscalização.

Riscos à saúde

Tanto na Umei Nova Esperança, quanto na Escola Municipal Arthur Guimarães, diversos estudantes, professores e funcionários foram obrigados a se afastar por motivos de saúde, ocasionados pela poluição decorrente das queimas do lixo descartado incorretamente. Para a comunidade, o local, que deveria funcionar como uma URPV ainda continua sendo usado como lixão.

Diretora da Escola Municipal Arthur Guimarães, Cláudia Mares assegurou que frequentemente denuncia o descarte irregular, principalmente fora do horário de funcionamento da URPV, mas a prática e as queimadas ainda persistem. Mares ainda informou que várias campanhas educativas são promovidas pelos alunos e professores, a fim de conscientizar a população local, e que 24 árvores foram plantadas pelos alunos nas adjacências da unidade.

Coordenador de atendimento da Regional Noroeste, Saulo de Souza Queiroz explica que o cidadão que presenciar a deposição clandestina de resíduo ou estiver prejudicado por esse tipo de prática deve registrar a denúncia nos canais de atendimento da PBH, ou até mesmo da Polícia Militar de Minas Gerais, para que seja providenciada uma ação fiscal. “A legislação de limpeza urbana prevê multas para quem descarta os resíduos de forma inadequada. Essa prática, quando causa dano ao meio ambiente, ainda é considerada crime ambiental e quem é flagrado está sujeito a medidas administrativas e penais previstas em lei”, garantiu Queiroz.

Cláudio da Drogaria Duarte reconheceu o compromisso assumido pela Administração Regional Noroeste, de que as obras na URPV seriam executadas ainda neste ano. O parlamentar também foi informado que outras providências já estão sendo tomadas, como intervenções na infraestrutura, uma maior fiscalização no local, bem como a adoção de campanhas educativas. “A expectativa é que as devidas regulamentações possam pôr um fim às recorrentes queimas de lixo e descarte ilegal, que tanto prejudicam a comunidade local, e, para isso, a colaboração da população também é imprescindível”, afirmou o parlamentar.

Superintendência de Comunicação Institucional

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