LIMPEZA URBANA

Queima de lixo em terreno vizinho a escolas deve acabar em até 30 dias

Regional Noroeste afirmou que até o fim de julho as intervenções no equipamento destinado a receber resíduos sólidos estarão concluídas

terça-feira, 27 Junho, 2017 - 18:30
Foto: Rafa Aguiar / CMBH

Estudantes, professores e funcionários da Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Nova Esperança e da Escola Municipal Arthur Guimarães, ambas localizadas na Av. Américo Vespúcio, sofrem com as frequentes queimadas de resíduos sólidos jogados naquela que deveria ser uma Unidade de Recolhimento de Pequenos Volumes (URPV), mas que funciona como um bota-fora sem muros, grades, portões, nem fiscalização adequados. O vereador Gilson Reis (PCdoB), que representou, nesta terça-feira (27/6), a Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo em visita técnica às duas unidades de ensino, obteve da Administração Regional Noroeste o compromisso de que as obras necessárias para solucionar o problema estarão concluídas até o fim de julho. O parlamentar acompanhará as ações do Executivo e voltará às unidades em agosto para verificar se as intervenções da PBH surtiram os efeitos desejados.

Riscos à saúde

Tanto na UMEI Nova Esperança, quanto na Escola Municipal Arthur Guimarães diversos estudantes, professores e funcionários foram obrigados a se afastar por motivos de saúde ocasionados pela poluição decorrente das queimas do lixo descartado na Rua Francisco de Paula Ferreira, s/n, Bairro Nova Esperança. O local, que deveria funcionar como uma URPV, acabou por transformar-se em um lixão.

Sandro Alex Batista, estudante de pedagogia, que atuou como estagiário na Umei Nova Esperança, conta que chegou a ter que sair mais cedo da unidade de ensino infantil tal a quantidade de fumaça advinda das queimas de lixo. Ele conta que teve sérias dificuldades de respirar por conta da poluição, problema que, segundo ele, continua sendo enfrentado por aqueles que lá estudam ou trabalham.

Na Umei Nova Esperança são 230 alunos atingidos pela fumaça de lixo queimado; já na Escola Municipal Arthur Guimarães são 500 alunos. As direções das duas unidades já contataram por diversas vezes as autoridades solicitando a resolução do problema, mas as queimadas persistem.

Solução prometida

O vereador Gilson Reis explicou que recebeu o compromisso da Administração Regional Noroeste de que a obra da URPV será finalizada até o dia 30 de julho. De acordo com informações que a regional transmitiu ao parlamentar, tanto a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), quanto a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura já estão tomando as providências para dar início às intervenções. A expectativa é que a conclusão da obra possa por um fim às recorrentes queimas de lixo, que prejudicam as unidades de ensino.

As Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs) recebem materiais como entulho, resíduos de poda e terra, até o limite diário de 1m³ por viagem, assim como pneus, colchões e móveis velhos. O programa oferece à população a possibilidade de entregar esses materiais gratuitamente ou contratar um carroceiro para buscá-los. As URPVs não recebem lixo doméstico e de sacolão, resíduos industriais ou de serviços de saúde, nem animais mortos.

O material recebido nas URPVs deve ser separado em caçambas e recolhido regularmente pela prefeitura. Após a triagem, parte dos rejeitos vai para o aterro sanitário e outra parcela para estações de reciclagem de entulho, onde os resíduos são transformados em agregado reciclado, que pode novamente ser reintroduzido na cadeia da construção civil. Uma URPV deve ter a infraestrutura adequada para evitar queimas de lixo e outras formas de uso irregular.

Superintendência de Comunicação Institucional

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