AUDIÊNCIA PÚBLICA

Segurança da travessia entre o Santa Tereza e o Pompéia em pauta quarta (28)

Moradores dos bairros relatam acidentes e ferimentos em passarela que estaria com estrutura precária

segunda-feira, 26 Outubro, 2026 - 16:00
saída da passarela na rua conselheiro rocha

Imagem: Google Street View

As condições estruturais e de segurança da passarela que interliga a pista de cooper da Avenida dos Andradas à Rua Conselheiro Rocha, possibilitando o deslocamento de pedestres entre os bairros Pompéia e Santa Tereza, serão debatidas em audiência realizada pela Comissão de Administração Pública e Segurança Pública nesta quarta-feira (28/10), às 13h30, no Plenário Camil Caram. Solicitada por Uner Augusto (PL), a reunião vai colocar em pauta relatos de acidentes durante a utilização da passagem, que fica próxima ao Centro Socioeducativo Dom Bosco. Foram convidados para participar do encontro representantes da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura; da Superintendência de Desenvolvimento da Capital e da diretoria responsável pelas intervenções em vilas e favelas do Município. Cidadãos interessados podem participar da reunião presencialmente ou por meio de transmissão ao vivo no portal ou canal da Câmara no Youtube.

“Relatos recebidos por este gabinete apontam problemas relacionados ao estado de conservação da ponte, especialmente quanto às condições do piso e das chapas metálicas utilizadas na travessia, bem como a existência de parafusos, pregos e outros elementos expostos, capazes de provocar quedas, cortes e outros acidentes”, afirma Uner Augusto no requerimento da audiência.

De acordo com o vereador, a necessidade de reforma da estrutura já seria conhecida pelo poder público há mais de um ano, conforme disseram os moradores, já tendo havido anúncios de intervenções que ainda não foram realizadas. O objetivo da reunião é esclarecer com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) qual é a atual condição estrutural da ponte, quais intervenções são necessárias, se já existe projeto para isso e o cronograma de ações, além de quais medidas emergenciais podem ser adotadas enquanto não ocorre a reforma definitiva da passarela.

Degradação e falta de acessibilidade

Segundo nota técnica da engenheira civil Tainá França Verona, elaborada a pedido do requerente da reunião, foi observado na estrutura “processo contínuo de degradação sem registros evidentes de manutenção preventiva ou corretiva expressiva”, com base na análise de imagens do local no período entre 2009 e 2022. 

Outro problema seria a ausência de acessibilidade universal prevista pelas diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Os acessos em ambas as extremidades da passarela são realizados exclusivamente por meio de escadas, o que dificulta ou inviabiliza a utilização por pessoas com deficiência (PcD), idosos ou pessoas com mobilidade reduzida”, diz a nota. A engenheira também identificou que não há registros de contratos de obras ou intervenções de engenharia alocados para a região entre os anos de 2017 e 2026 no portal da transparência da PBH.

Superintendência de Comunicação Institucional