Exposição reúne obras sobre presença feminina, memória e criação
Mostra estará aberta ao público a partir desta sexta-feira (22/5) e traz obras do acervo artístico da CMBH
Foto: Secvis/CMBH
Dos ambientes urbanos à natureza, da memória histórica ao cotidiano, as cidades também se constroem nas permanências, na criação artística e nas memórias afetivas. A exposição “Mulheres na Capital: Presença, Memória e História”, realizada pelo programa Câmara Cultural, propõe um olhar sobre a presença feminina na formação da memória artística e cultural da cidade. Entre retratos, paisagens e composições abstratas, a mostra reúne obras em que o feminino aparece ligado à criação, à continuidade e à capacidade de sustentar o que é essencial. A abertura oficial será nesta sexta-feira (22/5), às 11h30, com apresentação da Banda de Música da Guarda Municipal de Belo Horizonte, no Hall da Presidência. A exposição pode ser visitada até o dia 26 de junho, das 7h às 19h, no Plenário Paulo Portugal, na Câmara Municipal de Belo Horizonte (Avenida dos Andradas, 3100).
Os trabalhos são organizados em dois núcleos temáticos: “Feminino como imagem e expressão” e “Feminino como criação e legado”. O percurso aproxima pintura, memória e representação visual para refletir sobre o lugar da mulher na construção cultural e simbólica da cidade. As obras pertencem ao acervo artístico da CMBH.
A presença feminina na imagem
No primeiro núcleo, a exposição apresenta obras em que a figura feminina ocupa posição central. Em “Moça na Sacada Colonial”, de Jarbas Juarez, a cena dialoga com referências do sul de Minas Gerais e com o ambiente dos cafezais. A mulher aparece posicionada na sacada, elemento arquitetônico que conecta interior e exterior. A obra combina pintura, colagem e intervenção manual, criando uma composição marcada pelo cuidado com os materiais e pela construção visual.
Já em “Mulher de Vestido Vermelho”, de Guga Schultze, o destaque está na força da imagem e na expressividade da personagem. A cor intensa do vestido e o enquadramento direcionam o olhar para a mulher retratada, que assume o protagonismo na tela. Embora utilizem linguagens diferentes, as duas obras estabelecem uma aproximação pelo modo como trabalham presença, forma e espaço.
A reunião dessas pinturas revela também diferentes maneiras de representar o feminino ao longo do tempo. As personagens não aparecem apenas como retratos individuais, mas como figuras inseridas em ambientes, tradições e contextos visuais que ajudam a refletir sobre memória e permanência.
Criação artística e legado cultural
O segundo núcleo da exposição desloca o olhar para a produção artística feminina e para diferentes formas de construção visual. Em “Visão de Ouro Preto”, Nelly Frade apresenta uma paisagem marcada pela arquitetura histórica da cidade mineira. A obra se aproxima da tradição da pintura paisagística em Minas Gerais e reforça a relação entre arte, patrimônio e memória cultural.
Nas pinturas “Pássaros”, de Sara Ávila, e “Floresta”, de Cynthia, a natureza surge como elemento organizador da composição. Os trabalhos exploram formas, profundidade, movimento e distribuição dos elementos visuais, criando atmosferas distintas a partir da observação do ambiente natural.
Em “Crianças Brincando”, Maria Guadalupe retrata uma cena cotidiana marcada pela convivência e pela interação entre as personagens. Já em “Quadro Abstrato”, Júnia Araújo trabalha com uma linguagem não figurativa, utilizando formas e cores para construir equilíbrio e estrutura visual. Apesar das diferenças de tema e técnica, as obras reunidas nesse núcleo compartilham a atenção à composição e à elaboração cuidadosa da imagem.
Câmara Cultural
Criado em 2023, por meio de deliberação da então Mesa Diretora da CMBH, o Câmara Cultural tem como objetivo promover a arte, a cultura e a história de Belo Horizonte e de Minas Gerais, além de aproximar a população do Legislativo municipal. A iniciativa prevê a realização de ações de promoção, formação, difusão e circulação cultural, com foco no fortalecimento das diversas expressões e manifestações artísticas e na valorização da cultura no município.
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