AUDIÊNCIA PÚBLICA

Em pauta diagnóstico precoce da neuromielite óptica, doença rara

Proposta é dar visibilidade para enfermidade que atinge os nervos ópticos e a medula espinhal e se confunde com outras doenças

segunda-feira, 28 Março, 2022 - 12:00
Foto: Pixabay

A neuromielite óptica é uma doença autoimune e de origem neurológica, que acomete, principalmente, os nervos ópticos e a medula espinhal. Os sintomas podem incluir perda temporária de visão, dor ocular e sensações alteradas nos membros e, não raro, se confundem com características de outras doenças, atrasando o diagnóstico. O tema será debatido em audiência pública na quarta-feira (30/3), às 13h, no Plenário Helvécio Arantes, pela Comissão de Saúde e Saneamento, a pedido da Professora Marli (PP). A reunião será transmitida ao vivo pelo Portal CMBH e a população pode participar do debate enviando perguntas, comentários e sugestões por meio de formulário eletrônico. Além de pacientes que sofrem com a doença, foram convidados para participar do debate o médico Marco Aurélio Lana Peixoto, representando o Ver Instituto de Neuro-Oftalmologia, e a advogada Betânia Andrade. 

Defensora de pessoas com doenças raras, Professora Marli é autora da Lei 11.345/2022, que institui  o Dia Municipal de Conscientização da Neuromielite Óptica, comemorado, anualmente, em 27 de março. Segundo a parlamentar, é necessário informar à população sobre a enfermidade e seus sintomas, bem como ampliar a conscientização desta doença rara, com prevalência em torno de 1,82 a cada 100 mil indivíduos no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 3500 a 7000 pessoas são afetadas com a neuromielite óptica. 

Doença grave, inflamatória, desmielinizante e autoimune do sistema nervoso central, a neuromielite óptica acomete geralmente os nervos ópticos e a medula espinhal, causando neurite óptica aguda e mielite transversa. É mais comum a manifestação em surto agudo único, porém 73% a 90% dos casos são reincidentes. Pode ocasionar perda visual grave, uni ou bilateral, dor ocular, fraqueza e dormência de início súbito em braços e pernas, dificuldade para caminhar e alterações no controle da urina e intestino.

Embora a doença não tenha cura, pode ser tratada, geralmente com o uso de corticoides, além de imunusupressores e anti-inflamatórios. O tratamento busca impedir a recorrência de surtos, estabilizar o grau de funcionalidade do paciente, tratar os sintomas das sequelas e reabilitar o paciente. 

Por meio do movimento “Março Verde”, as organizações não governamentais Amigos Múltiplos pela Esclerose, a Crônicos do Dia a Dia e o grupo NMO Brasil chamam atenção para a neuromielite óptica. 

Superintendência de Comunicação Institucional