VISITAS TÉCNICAS

Situação do acervo do Museu de Arte da Pampulha será verificada nesta segunda

Escola Municipal Paulo Mendes Campos, no Bairro Floresta, é cogitada para receber atividades do MAP, que está em reforma

sexta-feira, 13 Agosto, 2021 - 15:00
Prédio do Museu de Arte da Pampulha com lago à frente, durante o dia
Foto: Glenio Camregher/ PBH

O acervo do Museu de Arte da Pampulha (MAP) é o tema de duas visitas técnicas da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, ambas solicitadas por Pedro Patrus (PT) e agendadas para segunda feira, dia 16 de agosto. A primeira, para conhecer e averiguar a reserva do MAP, onde o acervo se encontra atualmente, acontecerá às 14h no hall da entrada principal do museu, que fica na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Bairro Jardim Atlântico. A segunda visita está prevista para as 16h, na Escola Municipal Paulo Mendes Campos (Avenida Assis Chateaubriand, 429, Floresta), e possui caráter complementar à primeira visita. A referida escola será avaliada para, possivelmente, receber a guarda do acervo e instalação das atividades do MAP, que está fechado para reforma.

Ambas as visitas incluem os seguintes convidados: a diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura, Sara Moreno Rocha; o coordenador do Museu de Arte da Pampulha Flávio Henrique Milagres; o integrante do Fórum de Museus de Belo Horizonte, André Leandro Gonçalves Silva; a conservadora e restauradora do Museu de Arte da Pampulha, Luciana Bonadio, e o promotor da 15a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural de Belo Horizonte, Júlio Cesar Luciano.

Missão e acervo

O MAP tem como missão oferecer ao público experiências reflexivas, simbólicas, afetivas e sensoriais no campo das Artes Visuais, por meio de suas ações museológicas e de seu acervo moderno e contemporâneo, em diálogo com sua arquitetura e sua paisagem. O Museu possui um acervo com, aproximadamente, 1.400 obras em reserva técnica e abriga exposições e diversas ações artísticas, educativas e culturais.

O acervo do Museu é constituído por doações e premiações resultantes dos Salões de Arte de Belo Horizonte, que tiveram grande repercussão e influência no meio artístico nas décadas de 1960 e 1970, em sua maioria. Destacam-se obras de importantes artistas como Alberto da Veiga Guignard, Ivan Serpa, Tomie Ohtake e Amílcar de Castro, além de importante coleção de gravura brasileira, com ênfase em Regina Silveira, Rosângela Rennó, Vik Muniz, Ernesto Neto, Nuno Ramos, Eder Santos e Cao Guimarães.

Edifício

Atualmente fechado para reformas, o Museu de Arte da Pampulha integra o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Seu edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, no início da década de 1940, para ser um cassino, aberto ao público em 1943. Com a proibição do jogo no Brasil, em 1946, o prédio do cassino esteve fechado por cerca de dez anos. O espaço foi posteriormente adaptado para ser sede do MAP. O museu foi inaugurado em 1957, reflexo da expansão urbana, populacional e cultural de Belo Horizonte.

A edificação mereceu o tombamento nas três esferas: federal, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN (1994); estadual, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais/IEPHA-MG (1984) e municipal, pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte/CDPCM/BH (1994). Em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha, do qual o MAP faz parte, foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

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