BAIRRO CASTANHEIRA

Lote vago tem atraído lixo irregular e gerado risco de doenças no Castanheira

Regional Barreiro vai procurar o proprietário para cobrar limpeza e cercamento da área; SLU fará campanha de conscientização

terça-feira, 24 Setembro, 2019 - 15:15
lixo acumulado sobre terreno vago. Garrafas quebradas, roupas, tijolos quebrados e resíduos orgânicos
Foto: Karoline Barreto/ CMBH

Abandonado há mais de 40 anos, de acordo com os moradores, um grande lote vago na Alameda Chico Mendes tem tirado o sono da comunidade do Bairro Castanheira (Região do Barreiro). A área soma mais de 5mil m² e estaria sendo usada como bota-fora, além de servir para venda e consumo de drogas e espaço para prostituição. O mato alto e o despejo de lixo irregular estariam atraindo ratos, baratas, escorpiões e mau cheiro constante, além de permitir o acúmulo de água e o aumento dos focos de reprodução do mosquito da dengue, zika, febre amarela e chikungunya. A situação foi verificada pela Comissão de Saúde e Saneamento em visita técnica ao local, realizada na tarde de segunda-feira (23/9). A Coordenadoria de Atendimento Regional Barreiro afirmou que vai se reunir com o proprietário do imóvel para cobrar a limpeza e o cercamento da área, assim como a pavimentação da calçada contígua ao lote. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) anunciou que fará campanha de conscientização para inibir o depósito irregular de lixo no local.

visita_tecnica_foco_dengue_castanheira_comissao_saude_8 Foto: Karoline BArreto/CMBHAutor do requerimento para a visita, o vereador Irlan Melo (PL) afirmou preocupação com o problema, especialmente pela proximidade da Escola Municipal Edith Pimenta da Veiga, instalada em terreno contíguo. A unidade recebe estudantes de 1º a 9º ano no período da tarde e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no turno da noite.

“Além do risco à saúde de toda a comunidade, existe aqui uma área pública que deve ser ocupada com um equipamento público, aberto à comunidade”, destacou o parlamentar, lembrando que parte do terreno vago, aproximadamente 2mil m², é de propriedade da Prefeitura. Os outros cerca de 3mil m², que incluem a saída do terreno para a Alameda Chico Mendes, pertencem a um particular, que não acompanhou a visita. Vice-diretor da E.M. Edith Pimenta, Wellington Valim contou que, há cerca de um ano, o trecho do terreno que é de domínio público foi cedido pela Secretaria Municipal de Obras para a Secretaria Municipal de Educação, na expectativa de se construir um galpão para atividades da Escola Integrada. No entanto, o gestor explicou que não houve garantias ou repasses à escola para investimento na área.

Limpeza do terreno

Diante das reclamações dos moradores, SLU esclareceu que é responsabilidade do proprietário arcar com a limpeza do lote e a construção de um muro nos limites do terreno, além da pavimentação da calçada no afastamento em relação à via pública. Gerente da SLU Barreiro, Jonny Borges contou que o órgão é responsável apenas pela limpeza das vias públicas e calçada, o que é feito uma vez por semana no local. Para minimizar o problema, a SLU garantiu que vai fazer uma limpeza geral no terreno e instalar uma placa indicando “ponto limpo” e informações para denúncias de mau uso do espaço (BH Resolve 156). Foi prometida a realização de uma campanha educativa porta a porta para sensibilizar a comunidade sobre os riscos do acúmulo de lixo irregular.

“A gente faz a nossa parte, mas a Prefeitura precisa fazer a dela”, alertou a moradora Daiana Maiara, contando que a comunidade tem sido vigilante e acionado a limpeza urbana, mas tem “muita gente de fora que vem de carro para fazer mau uso do espaço”. A moradora reconheceu que há pessoas do entorno que lançam rejeitos indevidamente no local, mas o principal problema estaria no mau uso externo para desmanche de motocicletas, venda e consumo de drogas e prostituição.

A moradora Cristiane Porto também alertou que “é uma questão de saúde pública. Tem mosca, barata, rato e escorpião, além dos maus odores constantes. O lixo gera um chorume, que é levado pela chuva e pode até contaminar o solo”, listou a moradora, contando que o volume de lixo chega a ocupar parte do terreno, a área da calçada e grande parte da rua, dificultando a circulação. Fátima do Nascimento e Gleice Luzia, também moradoras da Alameda Chico Mendes, sugeriram a instalação de câmeras de monitoramento no local, destacando que é grande a presença de pessoas que não moram na região, que lançam, inclusive, carniça de animais no terreno.

visita_tecnica_foco_dengue_castanheira_comissao_saude_15 / Foto: Karoline Barreto/ CMBHResponsabilização e uso do terreno

Coordenador de Atendimento Regional Barreiro, Walmir Anselmo Mattos afirmou que vai procurar o proprietário do terreno particular e agendar uma conversa para entender a situação e os motivos do aparente abandono do local. O gestor alertou que a Prefeitura “não pode fazer muito”, mas pode demandar a construção do muro e, se o proprietário não o fizer, pode aplicar as multas devidas.

Irlan Melo afirmou que vai formalizar requerimentos à Comissão de Saúde e Saneamento para cobrar da Prefeitura a limpeza do terreno, o acionamento do proprietário e a realização da campanha educativa. Ainda, o vereador contou que vai acionar a Secretaria Municipal de Educação para negociar recursos para a implantação de um novo equipamento público no trecho do terreno que é de propriedade do Município.

Superintendência de Comunicação Institucional

Visita técnica para vistoriar os cuidados que estão sendo tomados para prevenção de focos do mosquito da dengue na Alameda Chico Mendes, nº 83, Bairro Castanheira - Comissão de Saúde e Saneamento