RISCO AOS PEDESTRES

Presidenta Nely Aquino levará à PBH demanda de passarela no Anel Rodoviário

Pedido surgiu de moradores da Vila Nova Paraíso, localizada às margens do Anel. Eles relatam acidentes na travessia da rodovia

quarta-feira, 20 Março, 2019 - 16:30
Foto: Bernardo Dias/CMBH

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário visitou nesta quarta-feira (20/3) o Anel Rodoviário Célio Mello Azevedo, na altura do KM 540, onde se localiza a Vila Nova Paraíso. A visita foi solicitada pela presidenta Nely Aquino (PRTB) e pelos vereadores Wesley Autoescola (PRP), Juliano Lopes (PTC), Pedrão do Depósito (PPS) e Hélio da Farmácia (PHS). Moradores da vila reivindicam a implantação de uma passarela no local, pois têm que atravessar a Rodovia BR-040 para pegar ônibus, se dirigir a escolas ou acessar outros bairros, correndo alto risco de acidentes nessa travessia. A presidenta afirmou que vai marcar uma reunião na próxima semana com a Prefeitura para discutir a implantação do equipamento.  

Segundo o assessor da presidência da BHTrans, Marcos Vinícius da Silva, a responsabilidade sobre a BR nesse trecho é da concessionária, a Via 040, e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por se tratar de uma rodovia federal. Não havia nenhum representante da concessionária ou da agência no local, embora tivessem sido convidados.

O vereador Irlan Melo (PR), um dos membros da Comissão do Anel Rodoviário, informou que a concessionária não tem a responsabilidade de fazer qualquer tipo de obra, apenas a manutenção da rodovia. “Como a Via 040 não tem obrigação contratual de investir nenhum centavo, é necessário que a Prefeitura se disponha a fazer isso, pois é a única forma legal de se fazer a passarela”, defendeu.

Outro membro da comissão, o vereador Wesley Autoescola, informou que o colegiado já pediu ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) e à BHTrans um estudo de todas as passarelas do Anel, inclusive com a indicação de pontos para a implantação de outras, mas ponderou: “O Anel Rodoviário é aquele filho feio, que um manda para o outro. Eu entendo que o DNIT e a ANTT são órgãos que têm a responsabilidade primeiro, porque é uma via federal, com espaço de concessão para a Via 040”.

Vidas

A Vila Paraíso abriga cerca de 4000 moradores. Michelle Reis, que mora na vila há seis anos, contou que, em horários de pico, as pessoas esperam até 40 minutos para atravessar a BR. “Se não esperar, a pessoa corre o risco de acidente”, afirmou. Ela informou que no mês passado houve um acidente mortal com uma moradora. Reis apontou, ainda, que a demanda da passarela é antiga e, quando o assunto é levado a várias instâncias decisórias, os moradores são informados de que a vila está entre duas passarelas, não havendo espaço suficiente para a implantação de mais uma.

“Já tivemos mortes aqui no local, e a comunidade ficou ilhada, está do outro lado do Anel, não tem como atravessar, não tem passarela. Juntamos todo mundo para colaborar, principalmente para evitar mortes. E quando é para salvar vidas, não importa de quem é a obrigação, as intervenções necessárias têm que ser feitas de alguma forma”, afirmou a presidenta da Câmara.

Apesar de garantir que a rodovia em questão não é de sua responsabilidade, a Prefeitura se dispôs a unir esforços para a implantação da passarela, inclusive buscando firmar parceria com o governo estadual, segundo informou o engenheiro Rosemar Cossenzo Gea, da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura. Ele se prontificou a fazer um relatório da visita e enviá-lo ao secretário até a quinta-feira (21/3).

Superintendência de Comunicação Institucional

Visita técnica para verificar as condições no Anel Rodoviário - Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário