CAMPOS DE VÁRZEA

Comunidade pede revitalização e manutenção de espaços no Bairro Céu Azul

Em visita técnica, PBH se comprometeu a levantar demandas dos moradores; precariedade impede uso dos equipamentos

terça-feira, 11 Julho, 2017 - 16:00
Foto: Rafa Aguiar / CMBH

A falta de espaços para a prática de esportes, provocada pela precariedade dos campos de futebol do Bairro Céu Azul, motivou a realização de visita técnica da Comissão de Educação, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, nesta terça-feira (11/7). De acordo com o requerente da atividade, vereador Cláudio da Drogaria Duarte (PMN), a comunidade reivindica a revitalização e preservação desses espaços públicos, que exercem importante papel em termos de entretenimento e projetos sociais voltados para crianças e jovens. Representantes do Executivo se comprometeram a verificar a possibilidade de viabilizar o atendimento das demandas apresentadas pelos moradores.

No encontro, moradores do bairro criticaram a infraestrutura dos campos Céu Azul e Oriente, apontando a situação de abandono em que se encontram. Ainda denunciaram que, com a falta de segurança, portões, alambrados e vestiários foram sendo destruídos aos poucos, bem como furtados os cabos de iluminação. A falta de limpeza e o aplainamento irregular dos campos também contribuem para inviabilizar a utilização.

Campo Céu Azul

De acordo com o coordenador Regional de Venda Nova, Humberto Abreu, o Campo de Futebol Céu Azul apresenta sérios problemas técnicos, sendo necessárias intervenções de drenagem e terraplanagem. Além disto, é preciso construir um muro de contenção no terreno, a fim de garantir a segurança física de usuários, pedestres e moradores do entorno. Trata-se de uma obra cara, que demanda um alto recurso financeiro, além de ser complexa e de longo prazo, afirmou Abreu.

O presidente da associação do Clube Céu Azul, Paulo Lisboa, solicitou aos representantes da PBH a possibilidade de intervenções emergenciais, mesmo que paliativas, com o intuito de dar condições para que as crianças da comunidade possam realizar seus treinos no espaço, inutilizável desde dezembro de 2016. Lisboa disse que “os campos de várzea favorecem muito a comunidade local, porque dão condições para a prática esportiva, o lazer e a ocupação social, muitas vezes tirando os jovens das ruas”.

Campo Oriente

Ao se deslocarem para o Campo de Futebol Oriente, a comitiva pôde verificar que o local passa por reforma, que consiste em uma obra de contenção, devido à erosão do solo. O presidente da Associação Esportiva Oriente, Paulo César Vieira, informou que o trabalho social desenvolvido no local, com cerca de 50 crianças, está suspenso há três semanas, devido às intervenções no equipamento. Para Vieira, “mesmo com a referida obra em andamento, é preciso ainda reformar o vestiário, os alambrados e portões do campo”.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Paulo Roberto Freitas, admitiu que as intervenções necessárias para possibilitar a utilização do Centro Esportivo Oriente são menores e possivelmente viáveis. Freitas solicitou aos representantes da Regional que fosse feito um levantamento dos custos necessários para a realização das demandas do equipamento, a fim de encaminhar para a Secretaria Municipal de Governo.  

Cláudio da Drogaria Duarte informou que será encaminhado ofício aos órgãos da administração municipal, apresentando as condições e principais necessidades dos campos de várzea, “para que possa dar sequência a todos os levantamentos que foram tratados entre a comunidade e os representantes do poder público”.

Superintendência de Comunicação Institucional

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