MOBILIDADE URBANA

Política para reparação de buracos nas vias públicas de BH avança em 1º turno

Projeto de lei estabelece prazos para consertos de acordo com níveis de prioridade, além de critérios mínimos a serem seguidos

quinta-feira, 30 Julho, 2026 - 15:00
via pública esburacada

Foto: Karoline Barreto/CMBH

A Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços emitiu parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 750/2026, em reunião nesta quinta-feira (30/7). A proposta cria o programa municipal “Buraco Zero”, com medidas voltadas à prevenção, reparação e eliminação de buracos, afundamentos, valas mal recompostas e demais defeitos no pavimento das vias públicas municipais. O texto ainda estabelece prazos para intervenções conforme o grau de criticidade, padrões técnicos e garantia de 12 meses para as obras. De autoria de Tileléo (PP), o PL 750/2026 tramita em 1º turno e segue agora para as Comissões de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana; e de Orçamento e Finanças Públicas antes de ir a Plenário. Para a aprovação, será necessário o apoio da maioria dos vereadores (21). Confira o resultado completo da reunião.

Problema recorrente

Na justificativa da proposta, Tileléo afirma que o objetivo é enfrentar de maneira “estruturada, permanente e transparente" um dos problemas urbanos que, segundo ele, mais impactam o cotidiano dos belo-horizontinos, que é a recorrência de buracos nas ruas. Segundo o parlamentar, esses afundamentos decorrem de três fatores: de valas abertas e mal recompostas após obras; a partir da ação das chuvas e processos de erosão; e pelo desgaste natural do pavimento com o tempo. 

O PL 750/2026 propõe que os reparos observem prazos máximos de acordo com a classificação de importância das vias. Caminhos de acesso a unidades de saúde, entradas e entornos de escolas, vias arteriais e estruturais entram no “Nível I”, com prioridade máxima, em que as intervenções devem ocorrer entre 24 e 48 horas. Pontos que apresentem risco imediato à segurança viária também se enquadram no mesmo patamar.

Já ruas coletoras e vias de ligação entre bairros e corredores de transporte coletivo estão no segundo nível, com prazo de até dez dias para as reformas. Por último estão servidões (caminho particular usado para ligar um imóvel sem saída a uma via pública, atravessando o terreno de um vizinho) e vias locais, que poderão ser reparadas em até 20 ou 30 dias. Todas as recomposições de pavimento deverão seguir padrões técnicos mínimos, sendo vedadas intervenções “meramente superficiais”.

Responsabilidades e garantia

O projeto prevê que todas as obras do tipo, como “tapa-buraco” e fechamento de valas, devem ter uma garantia mínima de 12 meses, quando aplicável. Se for constatado defeito no mesmo lugar, dentro desse período, o responsável deverá refazer o serviço sem custos para o Município, e pode ser multado em caso de reincidência de problemas no mesmo local.

A responsabilidade dos consertos será das empresas concessionárias e permissionárias quando o dano ocorrer devido a intervenções realizadas por elas. Nos casos de desgaste natural, envelhecimento do pavimento ou ação climática, a responsabilidade será do Município. Em ambas as situações deverão ser obedecidos os mesmos critérios e prazos definidos no texto.

Benefícios

Relator do PL 750/2026 no colegiado, Rudson Paixão (Solidariedade) destaca em seu parecer a “relevância social e impacto imediato no cotidiano da população” da iniciativa. Para ele, a conservação adequada das vias públicas pode melhorar a fluidez do trânsito, bem como beneficiar o comércio ao auxiliar o escoamento da produção, fluxo de mercadorias, acesso de clientes e mobilidade de trabalhadores. O relator também ressalta que a medida pode trazer maior segurança para cidadãos, reduzindo o número de acidentes e de danos a veículos.

“A população ganha em qualidade de vida, com menor estresse no trânsito, mais previsibilidade nos deslocamentos e mais tempo disponível para o lazer, o trabalho e o convívio familiar”, declara Rudson Paixão.

Superintendência de Comunicação Institucional

23ª Reunião Ordinária - Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços