ACESSIBILIDADE

Pavimentação no Bairro Novo das Indústrias depende de projeto e recursos

Em visita à Rua Dez, Comissão de Direitos Humanos identificou falta de acessibilidade adequada a idosos e pessoas com deficiência

segunda-feira, 1 Julho, 2019 - 17:00
Comitiva avaliar via em aclive, sem pavimentação
Foto: Bernardo Dias/ CMBH

Neuza Mônica Oliveira é moradora do Bairro Novo das Indústrias há mais de 20 anos e conta que, desde então, a Rua Dez é assim: sem pavimentação ou acessibilidade adequada. Para verificar o problema, a via recebeu, na manhã desta segunda-feira (1º/7), a visita técnica da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor. Requerida pelo vereador Irlan Melo (PL), a atividade contou com a presença do diretor de Políticas para Pessoa com Deficiência, Luiz Porto Villani; do engenheiro e assessor da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, Rosemar Conssenzo; do representante da Regional Barreiro, Rogério Neves, e dos representantes da Copasa: o engenheiro Operacional do Distrito Barreiro, Fernando Zanette, e o técnico de Projetos e Obras, César Miranda.

Em visita ao local, a comitiva verificou as condições da Rua Dez, que apresentou ausência de pavimentação asfáltica e acessibilidade em toda sua extensão. Pontuando a divisão da via em três trechos - uma vez que é atravessada por outras quatro ruas - Rosemar Cossenzo explicou que, em função da aclividade do terreno, a pavimentação está recomendada apenas para os dois últimos trechos, entre as ruas Joel José de Carvalho e Elson Costa. “Aqui neste primeiro trecho, devido à inclinação, a orientação é melhorar a escadaria, que já existe, e fazer uma trabalho paisagístico, podendo aproveitar o primeiro talude para equipamentos da academia a céu aberto” esclareceu o gestor.

Prioridade

Ainda segundo Rosemar Cossenzo, toda a intervenção depende, ainda, de projeto específico e recursos municipais para a sua realização. “Não é uma obra barata, tem que fazer um estudo de bacia para dimensionar a rede, e a Copasa terá que entrar junto. Mas faremos um projeto que tenha a melhor solução, com o melhor custo, para que seja viável”, contou. Para o vereador Irlan Melo, entretanto, a intervenção é urgente e terá prioridade no seu mandato. “Eu não sei se a gente vai conseguir, o que eu vou fazer é pedir, insistir e 'ficar no pé' da Prefeitura”, afirmou.

Acessibilidade comprometida

A Rua Dez é passagem para pedestres com baixa mobilidade como idosos e pessoas com deficiência. Neuza Oliveira é mãe de Wilson Oliveira, cadeirante de 32 anos. Mesmo sabendo que é irregular, ela conta que, há cerca de um ano, gastou o que não tinha para construir uma rampa, por onde seu filho pudesse sair de casa com segurança.  “Foi muito dinheiro, tivemos que fazer a contenção, chamar o caminhão para concretar, mas a gente tinha que fazer, porque no período de chuvas, não tinha como sair de casa”, relatou.

Para Luiz Vilani, diretor de Políticas para a Pessoa com Deficiência, esta atuação do Legislativo junto ao Executivo é importante e tende a catalisar as respostas para os cidadãos. “Ao envolver as áreas técnicas do Executivo na análise da demanda, aumentam-se as possibilidades de respostas efetivas, visto que as discussões são expostas de uma forma mais clara para todos”, argumentou.

Superintendência de Comunicação Institucional

Visita técnica para vistoriar as condições de acessibilidade, no Bairro Novo das Indústrias - Comissão de Direitos Humanos