DIA MUNDIAL ANTI-DROGAS

Entidades da sociedade civil contribuem para reinserção social de dependentes

Seminário debateu políticas de enfrentamento ao males causados por drogas lícitas e ilícitas no município

terça-feira, 26 Junho, 2018 - 15:45
Mesa composta por representantes de entidades, que trabalham com dependentes químicos, e pelo vice-prefeito Paulo Lamac, que faz suas considerações em seminário sobre políticas anti-drogas
Bernardo Dias / CMBH

No Dia Mundial Anti-Drogas, a Câmara de BH realizou um evento especial para celebrar a data e as conquistas no combate aos males advindos da dependência química. Promovido pela Comissão de Saúde e Saneamento, por iniciativa da vereadora Marilda Portela (PRB), o seminário “Políticas sobre Drogas: o que faz a Sociedade Civil”, ocorreu nesta terça-feira (26/6) e contou com a presença do vice-prefeito Paulo Lamac, bem como de organizações e entidades da sociedade civil, como o Centro de Tratamento de Dependência Química, Associação Brasileira Comunitária para a Prevenção do Abuso de Drogas (Abraço), Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas, Alcoólicos Anônimos (A.A.), Narcóticos Anônimos (N.A.) e Federação do Amor Exigente. Em debate, políticas e estratégias para a superação do uso de drogas e para a reinserção social de dependentes. 

Na abertura do evento, a vereadora Marilda Portela reiterou que a data encerra, também, a Semana Nacional Anti-Drogas, salientando a importância da participação da sociedade civil na luta contra a dependência química. Na oportunidade, foram mostrados males causados pelo cigarro, álcool, maconha, cocaína, crack e estasy.

Para o vice-prefeito Paulo Lamac, que também compôs a mesa, a discussão do tema é necessária para que sejam criados mecanismos de prevenção, tratamento e reinserção dos dependentes químicos no ambiente familiar e na sociedade. Elogiando os grupos de mútua ajuda, ressaltou que é preciso atenção especial à individualidade e perfil desse público, para que seja identificada a melhor destinação para retirá-lo do mundo das drogas. “É preciso olhar para o cidadão que sofre e para sua família, pois o problema acelera a violência, amplia os gastos públicos, impacta o sistema penitenciário e o bolso do contribuinte”, justificou.

Organizações e entidades

Um das instituições representadas no evento o Centro de Tratamento de Dependência Química, que conta com estrutura multidisciplinar completa, incluindo oficinas de gastronomia, construção civil, pintura, jardinagem, cuidados com animais, música, reforço escolar, panificação e artes plásticas. Totalizando 20 mil metros quadrados de área, o espaço conta com 20 suítes coletivas, além de piscina, academia, sala de aula, salas de atendimento individual, horta, auditório, refeitório e monitoramento de vídeo. A equipe é formada por psiquiatras, psicólogas, assistentes sociais, terapeutas, conselheiros , enfermeiros e seguranças.

A Associação Brasileira Comunitária para a Prevenção do Abuso de Drogas (Abraço), na pessoa do seu vice-presidente, Wesley Coelho, apresentou o trabalho de prevenção, tratamento, consultoria jurídica e construção de políticas públicas. A Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas, representada por Belisário Gomes Pena, informou que a associação possui um Código de Ética, que estabelece regras para a filiação de comunidades terapêuticas. Entre as normas exigidas, acolhimento voluntário, programa terapêutico pré-estabelecido, incluindo etapas do tratamento, e acompanhamento familiar.

Completando 83 anos e 65 anos, respectivamente, os Alcoólicos Anônimos (A.A.) e os Narcóticos Anônimos (N.A.), que também participaram do encontro, definiram-se como irmandades de homens e mulheres que compartilham, entre si, experiências, a fim de ajudar-se uns aos outros e solucionar problemas comuns, não estando vinculadas a quaisquer religiões, movimentos políticos ou organizações. Tal qual a Organização Mundial de Saúde (OMG), consideram o vício uma doença progressiva, espiritual, emocional, mental ou física. Para ser um membro dessas entidades, não são cobradas taxas ou mensalidades. O programa desenvolvido por ambas consiste na sugestão de “Doze Passos”, criados para auxiliar na recuperação individual dos dependentes. 

Segundo João Francisco de Souza Duarte, da Federação do Amor Exigente, outra entidade presente, o Brasil possui 28 milhões de pessoas que têm algum familiar dependente químico. O programa adotado pela entidade consiste em avaliar a realidade do indivíduo, baseando-se na história, cultura, limitação, no confronto e em lidar com as armadilhas das emoções. A Federação do Amor Exigente tem como metas avaliar o comportamento e o Plano de Ação com atitudes. Valorizando a disciplina, adota como pilares de sua atuação o apoio do grupo e a ação continuada.

Superintendência de Comunicação Institucional

Seminário para debater a Política sobre Drogas no Município de Belo Horizonte - Comissão de Saúde e Saneamento