Plenário

Líder de governo levará à PBH proposta de reunião com educadores em greve

Debates sobre unificação das carreiras de educadores municipais e professores do ensino fundamental dominaram reunião

segunda-feira, 14 Maio, 2018 - 20:30
Foto: Abraão Bruck / CMBH

Os professores da educação infantil, que estão em greve desde o dia 23 de abril, ocuparam as galerias do Plenário da Câmara de BH, nesta segunda-feira (14/5), para reivindicar a unificação da carreira com os demais professores do Município. Tendo em vista a falta de acordo entre a categoria e o Executivo, vereadores do PT e PCdoB anunciaram a obstrução das votações na Casa. A presidenta da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, Cida Falabella (Psol), anunciou a formação de um grupo de parlamentares a ser integrado pelos membros da própria comissão e por outros vereadores, com o objetivo de participar das negociações. O líder de governo, Léo Burguês de Castro (PSL), afirmou que irá levar ao Executivo a proposta de agendamento de uma reunião entre representantes do Parlamento, da Prefeitura e do sindicato para viabilizar a retomada das negociações.

O vereador Pedro Patrus (PT) defendeu que o Plenário somente vote os vetos que trancam a pauta caso o líder de governo garanta o agendamento de reunião entre o prefeito, os servidores em greve e os parlamentares. Como Léo Burguês de Castro afirmou que a resposta a essa demanda não seria dada nesta segunda-feira, o parlamentar, juntamente com Arnaldo Godoy (PT) e Gilson Reis, mantiveram a obstrução dos trabalhos.

Gilson Reis afirmou que irá requerer a inclusão do PL 795/13, de sua autoria, na pauta de votações do Plenário da Câmara. O projeto equipara os vencimentos-base do professor da educação infantil com o dos demais professores municipais. A proposição, após anúncio de inclusão em pauta, pode ser colocada para votação em 2º turno.

Ação da PM

O vereador Pedro Bueno afirmou repudiar a ação da Polícia Militar, que, durante manifestação de professores da educação infantil no centro da cidade, ocorrida em 23 de abril, lançou bombas de gás lacrimogênio e jatos d´água contra a categoria. Também a vereadora Áurea Carolina (Psol) criticou a atuação dos agentes de segurança e afirmou que a manifestação dos servidores municipais é legítima e que a violência policial não pode ser tolerada.

Assim como Áurea Carolina, o vereador Professor Wendel Mesquita (SDD) criticou a ação da Polícia Militar contra os professores e disse considerar legítimas as reivindicações da categoria, que pleiteia um vencimento inicial de R$2.252,42, equivalente ao dos demais professores da rede pública municipal.

Proposta da Prefeitura      

A proposta do governo era a de garantir reajuste salarial aos professores da educação infantil, por meio de um Substitutivo ao PL 442/18, que assegura autonomia administrativa às Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis). Diante da não aceitação do reajuste pelos professores da educação infantil, que não abrem mão da unificação da carreira com os demais professores municipais, e a consequente equiparação salarial, o prefeito Alexandre Kalil apresentou novo Substitutivo ao PL 442/18, excluindo da proposição enviada à Câmara os artigos referentes ao reposicionamento dos servidores.

O líder de governo, Léo Burguês de Castro, afirmou que a secretária municipal de Educação, Ângela Dalben, é favorável à equiparação salarial entre professores da educação infantil e os demais professores da rede pública. Ainda de acordo com ele, o prefeito defende que os servidores suspendam a greve, aceitem o reajuste remuneratório proposto pelo Executivo e, a partir daí, dêem andamento às negociações. O parlamentar também afirmou que não partiu do prefeito Alexandre Kalil qualquer ordem para que a Polícia Militar atuasse como atuou durante as manifestações do dia 23 de abril. Léo Burguês garantiu, ainda, que levará ao prefeito a proposta de reunião entre o Executivo, servidores em greve e representantes da Câmara Municipal.

Durante a reunião plenária foi anunciado que 21 parlamentares já assinaram proposta de criação de um grupo de vereadores para auxiliar na retomada das negociações entre professores em greve e o Executivo.

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