VISITA TÉCNICA

Convivência entre alunos especiais e da educação infantil preocupa comissão

Esc. Mun. Vereador Antônio Menezes, no Letícia, vai receber crianças de zero a dois anos; assunto voltará a ser discutido em audiência 

segunda-feira, 12 Março, 2018 - 19:30
Foto: Márcio Niheus

Com a redistribuição dos estudantes da rede pública anunciada pela Prefeitura, escolas de ensino fundamental estão se preparando para receber a educação infantil. É o caso da Escola Municipal Vereador Antônio Menezes, no Bairro Letícia, alvo de visita técnica da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, nesta segunda (12/3). Apesar das adaptações em salas de aula, banheiros e cantina, uma questão gerou questionamentos do vereador Gilson Reis (PCdoB): o convívio dos pequenos com alunos adultos da educação especial, que estudam na Escola Municipal de Ensino Especial de Venda Nova, instalada no mesmo prédio.  Uma audiência pública deve ser realizada na Câmara de BH para avaliar eventuais riscos desse compartilhamento de espaços pedagógicos.

O mesmo espaço físico é compartilhado por cerca de 360 alunos do ensino regular e da educação especial, nos períodos da manhã e da tarde. A convivência é monitorada por professores e coordenadores, e encarada atualmente com naturalidade por funcionários, pais e alunos, de acordo com as diretoras das escolas. Com o anúncio da chegada de novos alunos de zero a dois anos, as adaptações foram iniciadas em janeiro e devem ser concluídas até o próximo mês.

As instituições dividem o endereço desde 2007, quando a Escola Municipal Vereador Antônio Menezes se mudou para o prédio com a promessa de que a medida seria provisória. As dificuldades em conseguir um local para construção de novo imóvel impuseram a necessidade de convívio. O que antes era visto com resistência foi dando lugar a uma experiência rica em aprendizado, como contaram as diretoras Elivânia de Oliveira Vaz e Neide Fioratto Lucas.

O vereador Gilson Reis, que solicitou a visita técnica, questionou os riscos de se ter alunos adultos da educação especial com alunos tão novos. Ele levantou a necessidade de se discutir como se daria o controle dos espaços de convivência, se haveriam barreiras, e em que medida esses contatos seriam positivos ou negativos em ambos os projetos pedagógicos. Gilson acredita que a melhor alternativa seria a construção de uma nova Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) na região, considerando também as limitações estruturais do atual imóvel, adaptado para a educação inclusiva. O vereador vai encaminhar a realização de uma audiência pública na Câmara de BH para aprofundar o debate sobre o assunto e pedir esclarecimentos da Prefeitura.

Superintendência de Comunicação Institucional