CENTROS DE SAÚDE

Comissão constata falta de estrutura em unidades da Pampulha

Entre os problemas apontados, espaço físico insuficiente e falhas de acessibilidade

quarta-feira, 16 Dezembro, 2015 - 00:00
Vereador ouve usuários em centro de saúde na Pampulha. Foto: Divulgação CMBH

Vereador ouve usuários em centro de saúde na Pampulha. Foto: Divulgação CMBH

Uma série de cinco visitas técnicas foi realizada pela Comissão de Saúde e Saneamento nesta semana: nesta quarta (16/12), os vereadores estiveram nos Centros de Saúde Serrano e Santa Terezinha e na Upa Pampulha; na terça (15/12), as unidades São José e Confisco foram vistoriadas.  Problemas como falta de espaço físico, de medicamentos, de acessibilidade e de banheiros foram constatados pelos parlamentares.

No CS Serrano, que atende 16 mil usuários, o vereador Professor Wendel (PSB), que solicitou as visitas, conversou com usuários e ouviu elogios. Contudo, foi constatado que algumas reformas precisam ser feitas, como é o caso da área de convivência, onde é necessário trocar o toldo por um telhado. Os equipamentos da Odontologia também apresentam problemas, como cadeiras danificadas. Foi informado que um novo centro de saúde será construído próximo à unidade, com projeto ainda em fase de execução.

Santa Terezinha

O posto do Saúde Santa Terezinha passou por uma reforma de adequação em 2014. A recepção é bem ventilada, com espaço suficiente para abrigar cerca de 500 pessoas por dia. Porém, são demandadas obras de construção de banheiros, pois, atualmente somente dois toiletes atendem 96 funcionários. Também é preciso construir um local para guardar documentos de arquivo morto, sendo necessária, ainda, a ampliação da sala de zoonoses. Durante a visita não foram realizados atendimentos odontológicos, pois o compressor estava em manutenção. O centro possui dois andares, mas o elevador também não funciona. Ainda faltam porteiros na unidade, que necessita também de uma cerca.

Upa Pampulha

Na Upa Pampulha, usuários reclamaram da estrutura da unidade e do atendimento médico. O prédio da Upa Pampulha é antigo e tem cerca de 20 anos. Os corredores são pequenos e muitas vezes os usuários têm que tomar soro no meio do caminho. Apenas dois banheiros estão disponíveis para os usuários e estão em situação precária. Há necessidade de obras na central de material esterilizado.

A gerente da Upa Pampulha, Raíssa Soares, explicou que algumas mudanças foram feitas na unidade nos últimos tempos: uma sala de emergência clínica e cirúrgica foi instalada e leitos foram bem equipados. A pediatria também passou por reformas e atende melhor pais e crianças que procuram a unidade. Existe um projeto de transferência da Upa Pampulha para um novo local, onde a população vai poder ser atendida com mais conforto.

São José

Com 16,6 mil usuários cadastrados, o CS São José apresenta falta de ventilação, principalmente na sessão odontológica, onde observou-se, ainda, o escovário no corredor, atrapalhando a passagem. Na farmácia, constatou-se falta de medicamentos e de vacinas. Visando desafogar a demanda, os atendimentos são realizados em uma casa anexa alugada que, em breve, será desativada para a construção do Centro de Saúde Padre Tiago. Segundo os usuários, os banheiros são precários e não adaptados. A presidente do Conselho Distrital de Saúde Pampulha, Vilma Ribeiro, reforçou que é difícil o acesso à recepção, pois existem vários buracos no local.  O vereador Professor Wendel também ressaltou a necessidade de uma reforma estrutural no Centro de Saúde São José.

Confisco

O CS Confisco atende cerca de 12 mil usuários. A unidade precisa de revitalização na pintura, apresentando desníveis no chão. Além disso, o muro que faz divisa com a Escola Municipal Anne Frank é baixo e, por segurança, precisa ser ampliado. Constatou-se, também, que a recepção é pequena e não comporta as pessoas no horário de pico. Na farmácia, os usuários reclamaram da falta de remédios e da qualidade do centro de saúde. Os funcionários também reclamaram de problemas relativos às instalações elétricas, falta de ventilação e infiltração. Na Odontologia, não existem divisórias entre os atendimentos e faltam equipamentos. Para a gerente do Centro de Saúde Confisco, Celli Casadiho, a Odontologia é a área mais crítica da unidade, em termos de infraestrutura. “O mobiliário é muito antigo e precisa ser trocado; as rosetas já não comportam o atendimento, favorecendo o aparecimento de insetos e o entupimento de esgotos e há, também, muito mau cheiro.  Além disso, a aparência causa má impressão tanto aos pacientes quanto aos profissionais”, avaliou.

Após as visitas, o vereador Professor Wendel informou que serão convidadas todas as gerências dos centros de saúde para uma reunião in loco, com a presença dos secretários de Obras e de Saúde da prefeitura, a fim de apresentar as reinvindicações dos usuários e profissionais.

Superintendência de Comunicação Institucional