VISITA TÉCNICA

Para comissão, Escola Frei José Leopoldo precisa de mais atenção da PBH

Com fila de espera maior que número de alunos matriculados, unidade educacional necessita de mais investimentos

terça-feira, 6 Setembro, 2022 - 15:00
Foto: Bernardo Dias/CMBH

Falta de elevador e de guarda-corpo, piso irregular, mato alto e até salas de aula transformadas em espaço para acolher pais que aguardam o fim do horário letivo. Esse foi o cenário encontrado pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia,  Cultura, Desporto, Lazer e Turismo na Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo, no Bairro Havaí, em visita técnica nesta terça-feira (6/9). Professora Marli (PP), autora do requerimento, reconheceu que, apesar dos esforços da direção, que assumiu há apenas oito meses, a unidade ainda precisa de muitos ajustes. A escola atende 114 alunos com deficiência divididos em seis turmas pela manhã e sete à tarde, e tem uma fila de espera de 122 PcDs aguardando vagas. Apesar de haver muito espaço livre para edificação, o número de salas disponíveis não permite ampliação de turmas.

Professora Marli chamou a atenção para a necessidade de aumentar a segurança dos alunos, incluindo instalação de gradis e de guarda corpo para proteger as valas de escoamento da água da chuva - que podem ocasionar quedas dos alunos. A parlamentar também se queixou do mato alto em torno do campo de futebol e de equipamentos sem condições de uso, ou quebrados, como carteiras, mesas, cones e até quadros negros com a moldura danificada que precisam ser retirados de circulação. Para ela, a PBH deve olhar com “mais atenção” para a unidade e garantir as reformas que ainda faltam. “Essa é a quarta vez que venho nesta escola. Muita coisa já melhorou, principalmente em relação à acessibilidade das pessoas, mas ainda falta muito. Vamos trabalhar para ajudar”, afirmou. 

A parlamentar constatou que, apesar das reformas para melhorar a acessibilidade ao prédio, o piso ainda tem muitas ondulações e parte continua com rachaduras, o que dificulta o deslocamento de cadeirantes. Entre as indicações que a vereadora pretende fazer à Secretaria Municipal de Educação estão a construção de uma sala multiuso, de um depósito para guardar material pedagógico e a cobertura do espaço onde é realizada a oficina de meio ambiente. Ela também pretende sugerir a construção de uma sala para que os pais possam aguardar seus filhos com mais conforto, liberando assim mais duas salas que podem ser usadas para reduzir a fila de espera por vagas. “Com essa fila de espera desse tamanho, não é razoável ocupar salas de aula com material pedagógico nem transformá-las em salas de espera. E o atendimento na escola é maravilhoso, tanto que, quando os alunos completam 60 anos de idade, eles não querem parar de frequentar o espaço”, afirmou a vereadora, salientando que há muito espaço ocioso. “O que falta é o apoio do poder público para melhorar ainda mais essa escola. Vou entrar em contato com a Smed e encaminhar esses pedidos”, finalizou.

Escola Municipal

Localizada na Rua Clovis Cyrillo Limonge, 141, a Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo é uma das três unidades em BH voltadas ao ensino de estudantes com deficiência. Com turmas reduzidas, com 10 ou até 12 alunos cada, a unidade, que conta com seis turmas na parte da manhã e sete à tarde, está se preparando para atender em tempo integral, por meio do Programa Escola Integrada. Segundo a diretora Silma Leila Braga Motta, o atendimento no contraturno vai beneficiar 76 alunos duas vezes por semana. “Nem todas as famílias optaram por deixar os filhos tempo integral na escola. Além disso, é preciso observar o comportamento desses estudantes que não estão acostumados a ficarem o dia todo fora de casa”, advertiu.  
 
Superintendência de Comunicação Institucional

Visita técnica para verificar como está a adaptação da Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo - Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo