ENFRENTAMENTO À COVID

Comissão cobra da PBH informações sobre ciclovias e comércio popular

Será questionada a implantação temporária de ciclofaixas, bem como a isonomia para reabertura dos shopping populares

quarta-feira, 15 Julho, 2020 - 13:00
Vereadores da Comissão Especial de Estudo Enfrentamento à Covid-19, em participação presencial e remota, na reunião desta terça-feira (14/7)
Foto: Abraão Bruck / CMBH

Buscando alternativas para problemas relativos à mobilidade urbana, bem como para o comércio popular na Região Metropolitana em tempos de pandemia, a Comissão Especial de Estudo Enfrentamento da Covid-19 aprovou Pedido de Informação e Indicação à Prefeitura, na reunião de terça-feira (14/7). Foram solicitados ao Executivo dados sobre a implantação temporária de novas ciclofaixas na capital, a fim de reduzir aglomerações em veículos de transporte coletivo; e será encaminhada Indicação para que, na reabertura gradual das atividades econômicas de BH, os centros de comércio popular da Região do Bairro Barreiro (Shopping Popular do Barreiro) e do Bairro Alípio de Melo (Shopping Xingu) sejam incluídos.

Um dos requerimentos aprovados, de autoria do vereador Gabriel (Patri), solicita esclarecimentos ao gabinete do prefeito Alexandre Kalil acerca da implantação de aproximadamente 30 km de novas ciclofaixas no Município, considerando que, de acordo com a BHTrans, a medida cria alternativas de mobilidade durante a pandemia. Conforme noticiado em 13 de julho, serão implantadas, em caráter temporário, aproximadamente 30 km de ciclofaixas na cidade, com o objetivo de promover, segundo a Prefeitura, a integração de mais de 4,7 km de ciclofaixas no trecho da Avenida Tereza Cristina, em Contagem.

De acordo com o requerimento, sendo o transporte individual por modal não motorizado uma alternativa para reduzir a aglomeração nos veículos de transporte coletivo, seguem-se questionamentos como: uma vez identificada a importância do incentivo aos modais não motorizados durante a pandemia, solicita-se que seja informada a ampliação da estrutura cicloviária em Belo Horizonte, desde o início da atual gestão, em 2017; como as estruturas cicloviárias foram noticiadas como “temporárias”, qual o prazo de manutenção previsto das ciclofaixas implantadas; e quais os critérios utilizados para a definição dos locais de implantação; existem estudos para ampliação e conexão das estruturas cicloviárias já existentes na capital, de forma definitiva, bem como para implementação de modalidades de faixas compartilhadas ou outras alternativas para expandir e incentivar o uso da bicicleta no Município?

Comércio popular

Na reunião, também foi aprovada Indicação, dos vereadores Juninho Los Hermanos (Avante), Pedrão do Depósito (Cidadania), Professor Juliano Lopes (PTC) e Wesley Autoescola (Pros), ao gabinete do prefeito, sugerindo que, na reabertura gradual das atividades econômicas da cidade, os centros de comércio popular instituídos a qualquer tempo por Operações Urbanas, visando a inclusão produtiva de camelôs, da Região do Barreiro (Shopping Popular do Barreiro) e do Bairro Alípio de Melo (Shopping Xingu) sejam incluídos.

De acordo com o requerimento, em maio deste ano, a Prefeitura decidiu pela reabertura gradativa e segura das atividades econômicas da capital, conforme decreto municipal que previu, entre outras atividades, os centros de comércio popular instituídos a qualquer tempo por Operações Urbanas, visando a inclusão produtiva de camelôs, desde que localizados no Hipercentro ou em Venda Nova. A decisão de funcionamento de apenas dois centros de comércio popular foi contestada por uma parcela da população, que considera a medida sem paridade e sem isonomia para funcionamento dos centros de comércio popular do Barreiro e do Bairro Alípio de Melo. Segundo os camelôs, esses centros possuem os mesmos meios e condições de funcionamento dos localizados no Hipercentro e em Venda Nova.

Assista ao vídeo da reunião na íntegra.

Superintendência de Comunicação Institucional