ATUAÇÃO DA PM

Comissão apoia bases móveis, mas defende permanência de companhias

Em visita técnia a dois batalhões no Barreiro e em Ibirité, vereadores ouviram moradores que reforçaram a importância das instalações fixas 

terça-feira, 24 Outubro, 2017 - 16:30
Foto: Taís Alves

Criada para discutir o fechamento de dez Companhias da Polícia Militar em BH, bem como a implantação de bases móveis nas regionais, Comissão Especial de Estudos realizou visita técnica, nesta terça-feira (24/10), à 10ª Companhia da PM do 5º Batalhão, no Bairro Palmeiras, e à 11ª Companhia do 41º Batalhão, no Teixeira Dias, em Ibirité. Os vereadores constataram que, com a implantação das bases móveis, há cerca de dois meses pelo governo do Estado, reduziu-se o número de ocorrências nessas regiões. Apoiando a atuação das guarnições, a comissão e a comunidade defendem, entretanto, a permanência das Companhias da PM, com a ampliação do número de efetivos.

“Não queremos o fechamento da Companhia, pois a PM atende a vários bairros do entorno do Barreiro. Fizemos um abaixo-assinado, que será entregue ao Comando da Polícia Militar. As bases móveis também são muito importantes, porém sem a desativação das Companhias de Polícia já existentes”, afirmou a vice-presidente da Associação de Moradores do Bairro Teixeira Dias, Geralda Magela Silva Moreira.

10ª e 11ª Companhias

Com dezessete anos de existência, a 10ª Companhia da PM, no Bairro Palmeiras, conta com 140 policiais, dos quais 70 passam pelos diversos turnos de revezamento. A companhia possui bases móveis nos Bairros Betânia, Gameleira e Camargos. De acordo com policiais, as ocorrências diminuíram após a implantação das bases móveis, passando de 20 para 5 por dia. No que se refere ao espaço físico, o imóvel é alugado a um custo de aproximadamente R$ 7 mil. Há possibilidade de que seja construída uma base nova, em terreno doado pela Prefeitura ao Estado, mas até agora isso não se concretizou.  

Os vereadores também visitaram a 11ª Cia da PM, no Bairro Teixeira Dias, com quase 30 anos de existência. Quanto à estrutura física, o terreno é doado e não pertence nem ao Estado nem à Prefeitura.

O efetivo da companhia totaliza aproximadamente 180 pessoas, sendo que 45% do efetivo reveza-se diariamente. O batalhão possui cinco bases móveis, dez motos e 14 viaturas e, após a implantação das bases, observou-se uma  redução criminal de 19%.

Bases móveis

Segundo o Major Marc Kleuber, da 11ª Cia, há cerca de dois meses, o projeto das bases foi lançado, mas a proposta foi iniciada há quase dois anos. Os locais foram escolhidos no início do ano passado, observando-se índices de ocorrências criminais, corredores de fuga e locais de melhor acesso. As bases localizam-se nos Bairros Diamante, Barreiro, Praça da Febem, Milionários e BDI.

Depois da pré-implantação das bases, veiculou-se a notícia de que algumas companhias seriam fechadas. O Comando da PM avisou que iria suspender o projeto de recolhimento das companhias, para fazer um estudo mais detalhado, por determinado período, a fim de avaliar os resultados obtidos com as bases.

Objetivo das visitas

Segundo o vereador Juliano Lopes (PTC), o objetivo da Comissão Especial de Estudos é averiguar a situação das companhias e o funcionamento das bases móveis. “Nossa intenção é fazer um relatório e encaminhá-lo ao governo do Estado, pois precisamos manter as companhias, com a contratação de mais policiais”, informou.

De acordo com o vereador Irlan Melo (PR), os militares dos batalhões trazem uma sensação de segurança para os moradores da região. “Com o fechamento e o deslocamento das bases móveis para locais diferentes, a população enfrentará dificuldades”, completou.

O vereador Pedrão do Depósito (PPS) exaltou o trabalho das bases comunitárias, mas reiterou a intenção da comissão de garantir a segurança da população, com a permanência das companhias, não somente no Barreiro, mas em todas as regionais de Belo Horizonte. “Estamos estudando valores viáveis, para que o Estado possa manter as bases fixas”, concluiu.

Superintendência de Comunicação Institucional