AUDIÊNCIA EXTERNA

Vandalismo e criminalidade no Parque Professor Guilherme Lage em pauta

Localizado no Bairro São Paulo, local é controlado por ações de tráfico e exposto a diversas formas de violência

 

quarta-feira, 19 Abril, 2017 - 12:45
Comissão discutirá situação de abandono do Parque Municipal Professor Guilherme Lage
Foto: Abraão Bruck / CMBH

Implantado em 1982, com uma área de aproximadamente 120 mil m², diversas nascentes e duas lagoas, o Parque Municipal Professor Guilherme Lage, situado no Bairro São Paulo, Região Nordeste da capital, deveria ser um espaço de lazer para a comunidade. Entretanto, segundo frequentadores, o parque encontra-se abandonado, sendo alvo de vandalismo e criminalidade. A situação foi constatada de perto pelos vereadores em recente visita técnica ao local. O assunto será discutido, na próxima quarta-feira (26/4), às 19h, no Centro de Apoio Comunitário (CAC) do Bairro São Paulo (Rua Aiuruoca, 501), em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana. 

O Parque Guilherme Lage abriga em sua estrutura quadras poliesportivas, brinquedos, mesa de jogos, campo de futebol, trilha para caminhada, recantos para contemplação, e uma pista de skate. Segundo os vereadores Marilda Portela (PRB) e Edmar Branco (PTdoB), que solicitaram a audiência, a comunidade que frequenta o local vem reclamando que o parque tem se transformado num retrato do abandono, do vandalismo e da criminalidade. Há poucos anos, o equipamento era referência quanto à preservação do meio ambiente e intensamente utilizado pela população.

Na audiência, serão abordadas questões como valor total que a Prefeitura de Belo Horizonte disponibilizou e executou com custeio e investimento no parque nos últimos quatro anos; número total de servidores municipais e terceirizados que atuam no parque (limpeza urbana, portaria, vigilância da Guarda Municipal, administrativo, manutenção e atividades sociais); ações planejadas para mitigar os problemas existentes no local, como depredação, consumo de drogas e assaltos; motivos para a falta de manutenção no parque e providências a serem tomadas para reestabelecer o local como espaço de convívio com a família e prática de esportes; e viabilidade de uso de verbas oriundas de compensação ambiental para revitalização da área.

Foram convidados para o debate representantes das Secretarias Municipais de Governo, de Serviços Urbanos, de Finanças, de Esporte e Lazer, de Obras e Infraestrutura, de Segurança Urbana e Patrimonial, Fundação de Parques Municipais, Administração Regional Municipal Nordeste, Centro de Apoio Comunitário (CAC) São Paulo, Igreja Batista Solidária, Centro de Convivência do CAC São Paulo e Associação de Moradores.

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