CPI DAS BARRAGENS

Qualidade da água e abastecimento estarão em debate em oitiva da Copasa

Serão apuradas, ainda, informações sobre monitoramento, vazão e interrupção da captação nos rios das Velhas e Paraopeba

segunda-feira, 24 Junho, 2019 - 21:30
Estação de tratamento de água da Copasa. Represa de água e placa da Copasa dizendo "água é vida
Foto: Heldner Costa/ CMBH

Buscando averiguar a qualidade da água proveniente dos Rios das Velhas e Paraopeba para o abastecimento de BH, bem como a interrupção da captação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Barragens ouvirá, nesta terça-feira (25/6), a diretora presidente da Copasa, Sinara Inácio Meireles Chenna; o diretor de Operação Metropolitana da empresa, Rômulo Thomaz Perilli, e o superintendente de Produção da Copasa, Sérgio Neves Pacheco. A oitiva terá início às 10h, no Plenário Helvécio Arantes.

Na reunião, a Copasa será questionada sobre a avaliação da qualidade da água, frequência de monitoramento, capacidade de produção, vazão, regiões abastecidas e interrupção da captação. Serão solicitadas, ainda, informações sobre o sistema de captação de rejeitos, com o objetivo de verificar a possibilidade de contaminação do solo, lençol freático e cursos d’água próximos.

As oitivas têm por finalidade sanar questões a serem explanadas pela CPI, tendo em vista estudos, visitas e conhecimentos acumulados durante os trabalhos, para que o relatório final contemple todos os fatos, de maneira que conclua por medidas eficientes e necessárias.

Sobre a CPI

CPI das Barragens foi criada em 20 de fevereiro para apurar os impactos no abastecimento de água de Belo Horizonte causados pelo despejo de rejeitos de mineração no Rio Paraopeba, após o rompimento da Barragem do Córrego Feijão, em Brumadinho (MG). Segundo o relator da CPI, vereador Irlan Melo (PL), 30% do abastecimento da capital vinha do Sistema Paraopeba e 70% do Rio das Velhas.

A legislação exige, para a instalação de uma CPI, a assinatura de pelo menos um terço dos membros da Casa (14). A presente comissão, no entanto, ultrapassou essa porcentagem, obtendo a adesão de 23 parlamentares. Os membros efetivos foram escolhidos pelo Colégio de Líderes, juntamente com os respectivos suplentes, que os substituirão em suas ausências ou impedimentos. A Comissão Parlamentar de Inquérito é voltada à apuração de um fato determinado, de relevante interesse público, que demande investigação, elucidação e fiscalização; o prazo para a conclusão dos trabalhos também é previamente determinado (120 dias, prorrogáveis por mais 60).

Superintendência de Comunicação Institucional