MANUTENÇÃO URBANA

Entulho em ferrovia no Vista Alegre e rachaduras em ponte no Betânia são fiscalizados

Comissões de Meio Ambiente e Política Urbana e de Transporte e Sistema Viário vão cobrar providências dos órgãos envolvidos

quinta-feira, 12 Abril, 2018 - 16:45
Foto: Bernardo Dias / CMBH

Os moradores do Bairro Vista Alegre, Região Oeste, denunciam a falta de limpeza e manutenção no trecho ferroviário localizado nas imediações da Rua Jornalista João Bosco. Em visita técnica ao local nesta manhã (12/4), a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana constatou que o problema vivido pela comunidade é muito mais grave, uma vez que a grande quantidade de entulho depositado danificou o muro existente, que ameaça desabar e coloca em risco a vida de várias de famílias. Uma nova visita, com a presença dos órgãos responsáveis e a Defesa Civil, foi agendada para a próxima segunda (16/4), às 9h30, para avaliar a situação. No bairro vizinho, Betânia, o surgimento de rachaduras no asfalto de uma ponte sob a Rua Úrsula Paulino assusta motoristas e pedestres. O problema também foi verificado nesta quinta em visita técnica da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário. As duas atividades foram solicitadas pelo vereador Irlan Melo (PR). 

No Vista Alegre, no entorno do pontilhão, o entulho e o lixo se amontoam, invadindo os trilhos e tornando a área quase que intransitável. Grandes quantidades de restos de construção, ferragens, móveis e outros tipos de resíduos são depositados diariamente no local. Renato Maia, que mora em frente ao ponto mais crítico, conta que há mais de 20 anos o problema persiste, no entanto, “nos últimos tempos tem piorado, porque a empresa concessionária, responsável pela limpeza do local, somente transporta os resíduos de um lado para o outro da linha férrea”.

De acordo com a comunidade, a prática deste manejo fez com que o muro de contenção fosse danificado. Parte dele já desabou, e outras encontram-se deslocadas e trincadas. Diante da grave situação, há o temor de desabamento, situação que colocaria a vida de centenas de famílias em risco. 

Coordenador de atendimento da Regional Oeste, Sylvio Malta explicou que a faixa de domínio da ferrovia pertence à empresa VLI Logística, que é responsável pela manutenção preventiva, realizando trabalhos de capina, roçada e limpeza, inclusive de canaletas e bueiros, em toda a extensão da malha. Ainda de acordo com Malta, diante da falta de manutenção no local, a empresa já teria sido notificada e autuada pela PBH.

Com relação à limpeza e a roçada do talude no perímetro que é de responsabilidade da Superintendência de Limpeza urbana (SLU), o órgão informou que mantém atividades, mas, em algumas áreas, o volume de lixo e entulho depositado irregularmente supera os esforços dos trabalhos de coleta. Por isso, também são realizadas campanhas de conscientização ao longo do ano, que esclarecem sobre os riscos e transtornos causados pelo descarte incorreto desses materiais nas vias e na no entorno da ferrovia.

O vereador Irlan Melo agendou um novo encontro para a próxima segunda-feira (16/4), às 9h30, para que, em conjunto com os órgãos responsáveis e a Defesa Civil, a situação seja mais bem avaliada e as intervenções necessárias sejam providenciadas.

Ponte sob suspeita

Já na Rua Úrsula Paulino, no Betânia, foram verificadas denúncias de moradores sobre o surgimento de rachaduras, buracos e pequenas fissuras na junção entre uma ponte e o asfalto. Representantes do Executivo informaram que as avarias não apresentam riscos, pois se trata de um processo natural que ocorre quando há a dilatação da manta asfáltica.

Segundo Irlan Melo, os moradores da região contam que as rachaduras e os eventuais buracos na ponte sobre o Córrego Cercadinho são constantes, e que já houve momentos de grande risco, em que foi necessário o desvio no trânsito. Além das rachaduras, o parlamentar também alertou para a necessidade de desassoreamento do córrego,lembrando as constantes inundações das vias e de casas da região em épocas de chuva. 

Sylvio Malta explicou que, aparentemente, as fissuras na via não apresentam riscos, pois se trata de um processo natural que ocorre quando há a dilatação da manta asfáltica. Malta ainda informou que recentemente foram realizados serviços de tapa buracos no local, em decorrência das trincas e fissuras, as quais, se não reparadas, poderiam facilitar a penetração de água, resultando em aparecimento de buracos na via.

Com relação à manutenção do córrego, Irlan Melo informou que vai encaminhar um ofício à Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) para saber se já está previsto algum projeto de limpeza e desassoreamento do curso d’água.

Superintendência de Comunicação Institucional

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