PLANO DIRETOR

Segundo dia de seminário traz reflexões acerca da preservação do meio ambiente

Frente à realidade de uma cidade densamente ocupada, grande desafio é garantir a qualidade de vida da população

terça-feira, 29 Agosto, 2017 - 15:15
Foto: Rafa Aguiar / CMBH

As novas diretrizes relativas aos aspectos que envolvem as políticas de preservação do meio ambiente, traçadas pelo novo Plano Diretor da capital, apresentado pelo Executivo sob a forma do Projeto de Lei 1749/15, foram debatidas na manhã desta terça-feira (29/8), durante o segundo dia do seminário realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana. Com o objetivo de subsidiar os diversos seguimentos da sociedade para a construção do novo plano, o encontro possibilitou uma reflexão acerca das ações e estratégias a serem desenvolvidas para avançar na construção e na consolidação do desenvolvimento ambiental e territorial da cidade, pautado na qualidade de vida da população.

Segundo o arquiteto e urbanista, Roberto Luis Monte-Mór, no Brasil, 85% da população vive em áreas urbanas. Atualmente, existe um processo de urbanização intenso, e um aumento significativo de territórios ocupados nas regiões do entorno da capital. No entanto, para o especialista, é preciso que o crescimento urbano caminhe junto com a qualidade de vida, que implica em trazer a questão da preservação do meio ambiente para as cidades. ”Temos hoje condições de atuar neste sentido, quando pensamos em formas de minimizar os impactos das grandes ocupações, como, por exemplo, com a criação de parques lineares e de agricultura urbana”, apontou Monte-Mór.

Preservação ambiental

Para a secretária adjunta de Planejamento Urbano, Izabel Dias, é preciso compatibilizar a preservação ambiental com a ocupação do solo urbanizado. “Atualmente, a legislação vigente está muito focada em preservar áreas ambientais, e o desafio do novo plano pressupõe a recuperação de áreas verdes da cidade, que foram degradadas, como por exemplo, as Matas do Planalto e do Jardim América”, afirmou. 

A secretária ainda esclareceu que, algumas das novas estratégias complementares do novo Plano Diretor, como arborização, criação de parques lineares e recuperação de cursos d’água, se tornam um desafio para uma cidade já densamente ocupada. Neste âmbito, Dias alerta para a importância da participação de toda a sociedade, uma vez que “as pessoas não imaginam que o quintal de casa faz parte das áreas de preservação ambiental”.

Representante do Movimento das Associações dos Moradores de Belo Horizonte (MAM-BH), Fernando Santana afirma que é preciso estimular os cidadãos a olharem para suas casas, seus bairros, uma vez que a falta de participação só contribui para a desconstrução dos projetos. “A discussão tem que ser em conjunto com toda a população; a responsabilidade com o meio ambiente hoje é para com as gerações futuras”, afirmou Santana.

Para o vereador Gilson Reis (PCdoB), o avanço do município em direção às políticas voltadas para uma cidade sustentável é norteado pelo Plano Diretor. “Este tema não se encerra e é preciso continuar com o processo de debate junto com as comunidades”, pontuou Reis.

Na parte da tarde, o seminário avança discutindo habitação, mobilidade e desenvolvimento econômico.

Superintendência de Comunicação Institucional

[flickr-photoset:id=72157685796753624,size=s]