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Data para homenagear vítimas de feminicídio é instituída em Belo Horizonte

Assunto: 
NOVA LEI
Mulher segura cartaz com os dizeres: "Seu machismo mata!!! Violência não mais"
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM-BH) nessa quarta-feira (12/8), a Lei 12.106, que institui o Dia de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. A proposta, originária de projeto de lei de Iza Lourença (Psol), Juhlia Santos (Psol), Luiza Dulci (PT) e Professora Nara (Rede), prevê ações de memória, reparação e prevenção ao feminicídio na capital, buscando preservar a memória das vítimas. Para as autoras, a medida é “um passo crucial” para a construção de uma cultura de “nunca mais”. “Essa data não é apenas um registro no calendário, mas um compromisso político com a justiça reparadora”, declaram as parlamentares. A norma já está em vigor e a data será lembrada anualmente em 17 de outubro.

Memória e reparação

Honrar a memória das mulheres vítimas de feminicídio e prestar solidariedade a seus familiares; garantir às sobreviventes e às famílias o direito à memória e à verdade como parte das políticas de reparação; e difundir informações sobre canais de denúncia e de apoio voltados à vítima de feminicídio e a seus familiares para fins de prevenção. Esses são os objetivos da Lei 12.106/2026. A norma ainda autoriza o poder público a realizar ações, em meio físico ou digital, que simbolizem a memória das mulheres que se foram, a sua ausência e as histórias de superação das mulheres sobreviventes. Para Iza Lourença, Juhlia Santos, Luiza Dulci e Professora Nara, manter viva a memória das que se foram é o primeiro passo para garantir o futuro das que ficam, “transformando o silêncio do luto em uma voz ativa por autonomia e direitos”.

Ao justificar a proposta, as parlamentares colocam o feminicídio como o “desfecho trágico” de uma série de violações que inclui “o desprezo, o ódio e a invisibilidade”. Segundo elas, com a medida, o poder legislativo “força a sociedade e o Estado a refletirem sobre a multidimensionalidade da violência”.

“Transformar a dor individual em um compromisso institucional de sensibilização permite que identifiquemos gargalos na rede de proteção e reafirmemos que a vida das mulheres é uma prioridade inegociável da gestão pública”, completam as autoras.

Peso histórico

As parlamentares explicam que a escolha do dia 17 de outubro faz referência ao caso de Eloá Cristina Pimentel, assassinada em 2008 pelo ex-namorado. As autoras da lei lembram que o crime parou o Brasil e evidenciou as falhas na abordagem de casos de violência doméstica. Segundo elas, o ocorrido criou um “peso histórico e simbólico profundo” para a data.

Lei Maria da Penha

Neste mês de agosto, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. A norma é considerada o principal marco jurídico brasileiro no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres. Para celebrar a data, a Comissão de Mulheres da Câmara Municipal de Belo Horizonte realiza um seminário nesta sexta-feira (14/8). O evento irá promover uma análise integrada dos avanços obtidos durante a vigência da lei, além de discutir os desafios para sua efetividade plena. Solicitado pela presidente do colegiado, Loíde Gonçalves (MDB), o seminário terá início às 9h, no Plenário Amintas de Barros. Os interessados podem acompanhar o encontro presencialmente, realizando inscrição por meio deste formulário. Também será possível assistir ao evento de maneira online no portal ou canal da CMBH no YouTube.

Superintendência de Comunicação Institucional

Data publicação: 
quinta-feira, 13 Agosto, 2026 - 15:15
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