MARIA LÚCIA SCARPELLI
1969– Iniciou o curso de Letras na PUC Minas, onde ingressou nos primeiros movimentos de resistência à Ditadura Militar.
1971– Por causa da perseguição e de outras questões políticas, foi obrigada a abandonar a graduação.
1976– No SESC/MG, concursada, coordenou as atividades recreativas, grupos de discussão e de teatro. Na mesma época, tornou-se editora do Jornal Conceito. Dois anos depois, em 1979, optou pela exoneração para não ser conduzida ao DOPS (Delegacia de Ordem Política Social). Antes de deixar o cargo, foi proibida de receber pessoas em sua sala. Teve todos os jornais de sua editoria retirados de circulação e os apreendidos os estavam arquivados.
1980– Criou uma Associação Comunitária do Bairro Sinimbu e, como Presidente da entidade, através da luta conseguiu a urbanização do bairro com o asfaltamento das ruas e da praça.
1981– Como estudante de Direito da PUC Minas, dirigiu o DA e o DCE e participou ativamente das atividades em São Paulo da recém-reconstruída UNE (União Nacional dos Estudantes).
1982– Como militante, fez parte da construção do Partido dos Trabalhadores, tendo participação destacada na campanha pela busca de assinaturas e filiações. Filiada ao PT participou das discussões que culminaram com a criação da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
1986 –Deu os primeiros passos na carreira jurídica como estagiária no PROCON Estadual de Minas Gerais. Depois de dois meses de estágio, assumiu a coordenação jurídica do Órgão.
1987 –Foi nomeada Secretária Executiva do PROCON pelo então Governador Newton Cardoso. Mesmo fazendo oposição política ao Governo, o mérito pela atuação determinada e competente chegou a ocupar o comando do Órgão.
1988 –Mesmo com turbulenta vida universitária, onde as atividades acadêmicas muitas vezes foram sacrificadas em detrimento da militância e da luta política, concluiu o a graduação em Direito no primeiro semestre do ano.
1988 a 1990 –Protagonizou a luta pela promulgação do Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal n° 8.078/90), para o qual colaborou diretamente na elaboração do conteúdo. Neste período, foi membro efetivo do Conselho Nacional de Vigilância Sanitária, Conselho Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor e do Conselho Superior da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa).
Fez parte da primeira turma nomeada para trabalhar no Juizado de Conciliação, hoje Juizado Especial das Relações Civis.
Ministrou palestras sobre Defesa do Consumidor no Senado Federal e na Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis).
A atuação no PROCON Estadual começou a trazer desconforto por causa dos prejuízos econômicos que passou a dar aos grandes empresários. O Citotec, por exemplo, remédio para úlcera e gastrite, era utilizado para interrupção de gravidez. Após receber a denúncia, procurou o Secretário de Saúde Estadual, Saraiva Felipe, que fez uma portaria proibindo a comercialização do medicamento em Minas Gerais. Em seguida, o medicamento foi proibido em todo o país. Por esse motivo, sofreu pressão política para ser exonerada do Procon Estadual e como não havia outro profissional com capacidade técnica para substituí-la, o Ministério Público passou a responder pelo órgão.
1991 –Coordenou o Conselho Municipal da Mulher em Belo Horizonte.
1992 –Nomeada diretora do Procon Municipal, deu início à caminhada para organização de 49 outros Procons no Estado. Fez o treinamento de todos profissionais de Minas Gerais.
Convidada pela TV Bandeirantes, atuou como âncora no jornal local, juntamente com os jornalistas Eduardo Bueno, o Peninha, e Beth Seixas.
Visitou diversas cidades do país para dar cursos e palestras com o intuito de difundir o Código de Defesa do Consumidor.
1995 –Filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS) e no ano seguinte candidatou-se à vereadora, pedindo exoneração do Procon.
Participou de programa sobre defesa do consumidor na Rádio Mineira.
1996 –Candidata a vereadora no município de Belo Horizonte, conquistou seu primeiro mandato com 4.569 de votos, sendo a parlamentar eleita com a campanha mais barata da história da Capital.
1997 –Assumiu o primeiro mandado parlamentar na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde ingressou na Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor, a qual preside até o momento.
2007 –A convite da Deputada Federal Jô Moraes, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), legenda com a qual sempre nutriu afinidade com as ideias e com a trajetória.
2007 –Participou de programa sobre defesa do consumidor na Rádio Favela.
2007 -Recebeu convite do diretor da Rádio Itatiaia (95,7FM), Emanuel Carneiro, para esclarecer dúvidas de ouvintes sobre relações do consumidor no Programa “Boa Tarde”, apresentado pelo comunicador Robson Lauriano.
2008 –Eleita para o quarto mandato, é a única mulher na história de Belo Horizonte a vencer quatro eleições consecutivas.
2011 –Sempre atuante, a vereadora Maria Lúcia Scarpelli comemora com alegria os 25 anos dedicados à defesa dos consumidores e mais de 35 anos de luta e trabalho em favor dos excluídos, contra a desigualdade social e preconceito de quaisquer espécies.
Nesses 15 anos de atuação política, apresentou dezenas projetos de lei e presidiu centenas de audiências públicas, sempre investigando, denunciando e defendendo os direitos humanos e os direitos do consumidor.
Além disso, recebeu diversas condecorações por seu empenho e trabalho, tais como:
1991 - Diploma da Ordem do Mérito Legislativo Municipal de Belo Horizonte.
1993 – Medalha do Grande Mérito Comercial – CDL.
1993 – Diploma de Honra ao Mérito do SINDHORB – Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares.
1993 – Diploma de Benemérito pela Associação dos Jornalistas do Serviço Público.
1993 – Troféu Destaque do Anoda AMIS – Associação Mineira de Supermercados.
1994 – Medalha de Honra do SINDETUR.
1996 – Troféu “Gente Nossa” da AMIS da Associação Mineira de Supermercados.
1998 – Diploma "Destaque Mineiro" pela ????Nossa Senhora das Dores
1999 – Diploma de Honra ao Mérito “Mulher Destaque” pela Câmara Municipal de Caeté/MG.
1999 – Diploma de Mérito - "Destaque Feminino" em Juiz de Fora/MG.
1999 – Medalha Sobral Pinto – “Defesa dos Direitos Humanos” da Câmara Municipal de Barbacena.
2000 – Título de Cidadã Honorária da Cidade de Capim Branco/MG.
2002 – Diploma "Valor Feminino de Minas Gerais" do Jornal Hoje em Dia.
2002 – Troféu"Pró Música" do Minas Tênis Clube.
2003 – Troféu "Mulher de Valor" uma Homenagem do Conselho da Mulher Empreendedora da ACMinas.



