SANTA TEREZINHA

Audiência discute enchentes no bairro

09/12/2008
Audiência discute enchentes no bairro “Na noite do dia 1º deste mês, acordei com o barulho de um trovão. Quando levantei para ir ao banheiro percebi que estava presa em minha própria casa. A água já ocupava toda minha residência e dificultava minha saída para pedir ajuda”. Esse foi o relato da dona-de-casa Penha Ferreira Coelho, moradora do bairro Santa Terezinha, sobre os problemas que a comunidade enfrenta devido às enchentes causadas pelas chuvas na região.

Com o objetivo de ouvir e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas por Penha Ferreira e demais moradores do Conjunto Lagoa, localizado no bairro Santa Terezinha, região da Pampulha, a Comissão de Saúde e Saneamento realizou hoje, 10 de dezembro uma audiência pública. A reunião aconteceu no Plenário JK, às 9h30 e foi presidida pelo vereador Divino Pereira (PMN).

Desde a chuva de granizo, que ocorreu em setembro, atingindo Belo Horizonte e região metropolitana, a população do bairro Santa Terezinha tem sofrido com as recorrentes enchentes, que atingem até um metro e meio de altura. As ruas Andorra, Casa Blanca, Elmar, Chapada do Norte, Geraldo G. Rezende, e a avenida Heráclito Mourão são algumas das localidades mais atingidas, devido à elevação do nível da água dos Córregos Sarandi e Ressaca que corta a região.      

O morador Raimundo Monteiro Britto também destacou as dificuldades que a comunidade enfrenta com a falta de rede de esgoto na região. “Motivo que agrava ainda mais o perigo das enchentes. O tipo de situação a qual estamos expostos não justifica nosso pagamento de impostos, especialmente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Mas essa isenção do IPTU para a comunidade deve ser apenas uma medida imediata, pois o que realmente queremos é que nossos problemas sejam resolvidos”, ressaltou o morador.

Segundo o vereador Divino Pereira, a solução para os problemas da região requer um trabalho em parceria. O parlamentar destacou a importância do envolvimento da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), e da Prefeitura. “Estou esperançoso com o prefeito eleito Márcio Lacerda, que já se comprometeu em auxiliar a região”.

A diretora de Projetos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (SUDECAP), Maria Luisa Moncorvo, explicou que a região necessita de um estudo detalhado e que a solução para os problemas das enchentes requer uma obra grande que precisa ser trabalhada de maneira integrada. “Assim, a obra emergencial será a substituição de uma ponte que liga a avenida Heráclito Mourão à Tancredo Neves com base nas ocorrências apresentadas. O trabalho será realizado em etapas, de maneira coerente, para evitar mais riscos para a população”, acrescentou.

De acordo com a diretora de Projetos da SUDECAP, as obras por enquanto, não têm previsão para início porque a prefeitura ainda não a quantificou, ou seja, a planilha de trabalhos e investimentos não foi fechada para abertura de licitação.  

O vereador Divino Pereira também sugeriu a formação de uma comissão para acompanhar trabalhos da prefeitura, a possível isenção provisória do pagamento do IPTU para os moradores e atender as reivindicações mais urgentes da comunidade, como a limpeza no bairro.

“A sujeira originada pelas enchentes não foi completamente removida e alguns locais armazenam água parada, o que está provocando alguns casos de dengue na região”, comentou a representante dos moradores do bairro Santa Terezinha, Maria das Dores Melo (“Dorinha”).

Entre outras autoridades, também esteve presente à audiência pública, o técnico de Edificações da Copasa, José Geraldo de Vasconcelos, que se comprometeu a visitar algumas ruas do bairro que não são assistidas com redes de esgoto.  

Informações no gabinete do vereador Divino Pereira (3555-1155/3555-1156).

Audiência discutirá soluções para enchentes no bairro

20/11/2008
Audiência discutirá soluções para enchentes no bairro A Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara Municipal aprovou, na quinta-feira,  20 de novembro, a discussão de ações efetivas para solucionar os problemas causados por enchentes no Conjunto Lagoa, no Bairro Santa Terezinha.

O debate será feito em audiência pública, marcada para o dia 10 de dezembro às 9h30, no Plenário Helvécio Arantes. O requerimento é de autoria do vereador Divino Pereira (PMN).

A Comissão também aprovou, em primeiro turno, o parecer ao projeto 1844/08, de autoria do vereador Alberto Rodrigues (PV).

O objetivo da proposta é fazer com que as Secretarias de Administração Regionais e as escolas municipais sejam equipadas com receptores para a coleta de lâmpadas de mercúrio, pilhas e baterias usadas em rádios, relógios, laptops, celulares, câmeras digitais e aparelhos eletrônicos portáteis, quando descartados ou inutilizados. 

O autor do projeto explica que as lâmpadas fluorescentes, atualmente descartadas pela população, junto ao lixo comum, são constituídas por um tubo selado de vidro, em cujo interior encontram-se gás argônio e vapor de mercúrio. “Enquanto o tubo estiver intacto, não oferece risco, mas, ao ser rompido, libera o vapor de mercúrio, que pode ser aspirado por aquele que manusear a lâmpada”, completa. Trata-se, portanto, de uma medida para a prevenção de acidentes com este material.

A Comissão aprovou ainda o parecer ao projeto 838/06, de autoria do vereador Hugo Thomé (PMDB), em segundo turno. A proposta dispõe sobre a instalação de cabines sanitárias nos pontos finais das linhas de transporte coletivo urbano suplementar.

O parecer, emitido pelo vereador Ronaldo Gontijo (PPS), pedia a aprovação do Substitutivo nº2, ficando assim prejudicada a Emenda nº1.

Informações nos gabinetes dos vereadores Alberto Rodrigues (3555-1186/3555-1187), Hugo Thomé (3555-1128/3555-1211) e Ronaldo Gontijo (3555-1178/3555-1179), e na Superintendência de Comunicação Institucional (3555-1105/3555-1216). 

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