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Comerciantes do bairro Nazaré cobram solução para enchentes no local

Assunto: 
DRENAGEM URBANA
parlamentares e presentes em audiência pública na câmara de bh
Foto:Letícia Oliveira/CMBH

Prejuízos econômicos, danos à infraestrutura, riscos à saúde e problemas emocionais. Esses são alguns dos transtornos causados pelos constantes alagamentos no bairro Nazaré, Região Nordeste de Belo Horizonte, e apontados pelos comerciantes locais em audiência pública realizada pela Comissão Especial de Estudo – Águas Pluviais e Prevenção de Riscos, nesta quinta-feira (26/3). Os lojistas relataram “sensação de descaso” por parte dos órgãos competentes e pediram o mesmo “tratamento e cuidado” que, segundo eles, a Região Centro-Sul da capital recebe. Edmar Branco (PCdoB), proponente do debate, afirmou que a situação no bairro Nazaré piorou nos últimos cinco anos, e que cobrará da Prefeitura de Belo Horizonte uma proposta "com urgência". Dentre os encaminhamentos estão a solicitação de uma visita técnica ao local e uma reunião da comissão de comerciantes com o prefeito Álvaro Damião.

Solução urgente

Os recorrentes problemas de drenagem e manejo de águas pluviais no bairro Nazaré e a obra prevista para a região por meio do Orçamento Participativo motivaram o encontro. Segundo Edmar Branco, a situação no local tem piorado e demanda uma “solução urgente e permanente”. Dessa forma, a reunião buscou entender o que já foi feito e quais os próximos passos do Executivo para sanar o problema das enchentes. O parlamentar declarou que o objetivo é que, “a partir de agora, o bairro entre na pauta da prefeitura”.

“A partir de agora a comissão de drenagem vai acompanhar de perto a situação de vocês, para a gente cobrar do Poder Executivo uma proposta urgente; uma proposta que resolva o problema”, disse Edmar Branco.

Transtornos e soluções

Comerciantes do bairro Nazaré afirmaram que as enchentes no local são “um problema recorrente”, que causam “prejuízos enormes”, como a perda de mercadoria e de equipamentos, gastos com infraestrutura e limpeza, além do transtorno emocional. Talita Karla Gonçalves, comerciante do bairro, afirmou que há entre os lojistas uma sensação "generalizada" de descaso por parte dos órgãos competentes. Segundo ela, os prejuízos não se limitam aos danos materiais causados pelos alagamentos, mas se estendem pelo período em que os estabelecimentos precisam permanecer fechados para limpeza. A comerciante também apontou falhas no sistema de alerta, afirmando que os alarmes da Defesa Civil só foram acionados após a chuva. A comerciante sugeriu que sirenes com sensores possam funcionar de maneira mais eficientes, e pediu sejam instaladas na região. Ela destacou, por fim, que apesar da fiscalização da prefeitura ocorrer de forma regular e os empreendedores estarem com suas obrigações em dia, “não há um retorno adequado em serviços básicos, como limpeza urbana frequente, manutenção de bueiros e instalação de lixeiras públicas”.

“Fica aqui a minha indignação total com os responsáveis, a minha crítica em relação à diferença de tratamento e cuidado das áreas centrais para as áreas periféricas. Exigimos urgentemente uma resposta efetiva para a solução desse problema”, declarou Talita Gonçalves.

Os comerciantes afirmaram entender que não há previsão de obras de maior complexidade para a região, e fizeram, então, sugestões de medidas “mais simples e eficientes” que, segundo eles, podem melhorar a situação. Também comerciante no bairro Nazaré, Stefane Ribeiro Silva, destacou que por se tratar de uma área comercial, há muito descarte de lixo no local, e que uma medida seria a realização diária do serviço de coleta. Os lojistas ainda sugeriram o fechamento da via nos períodos de chuva, a fixação de uma placa informando se tratar de uma área de risco, a instalação de lixeiras públicas e a construção de uma bacia de contenção no local ocupado pelo prédio do antigo centro de saúde do bairro.

Projetos previstos

Com relação ao prédio do antigo centro de saúde no bairro Nazaré, Edmar Branco explicou que, inicialmente, a obra prevista no orçamento participativo era a implantação de uma Academia da Cidade. No entanto, após estudos técnicos, a prefeitura concluiu que não é viável manter o equipamento no local. Diante disso, passou a ser discutida junto à comunidade a proposta de construção de uma praça no terreno. O parlamentar afirmou que solicitará uma visita técnica ao local para verificar os pontos de alagamento e a viabilidade de um estudo para a construção da bacia de contenção.

O fiscal de projeto da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) Wanderley Félix informou que existe, atualmente, um projeto específico no plano de obras do Município focado nas ruas Benedito Neves e Aristóteles. Segundo ele, essa intervenção está em fase de captação de recurso. No entanto, com relação às ruas Marco Aurélio e Sócrates, apontadas pelos comerciantes como o foco do problema, Wanderley Félix disse que não há obras de drenagem previstas. No entanto, os lojistas declararam que o projeto das ruas Benedito Neves e Aristóteles não ajuda a resolver o problema enfrentado por eles.

Encaminhamentos

Presidente da Comissão Especial de Estudo – Águas Pluviais e Prevenção de Riscos, Helinho da Farmácia (PSD) afirmou que o colegiado solicitará a visita técnica com a presença da coordenadora da Regional Nordeste, Lidiane de Souza Monteiro, além de uma reunião com o prefeito Álvaro Damião e os representantes dos comerciantes. Edmar Branco informou que todas as sugestões apresentadas pelos comerciantes do bairro Nazaré também serão encaminhadas para a PBH, além de uma indicação propondo a isenção do IPTU para os comerciantes afetados pelas enchentes.

Superintendência de Comunicação Institucional

 Discutir sobre as medidas adotadas e os projetos previstos pelo Poder Executivo para sanar os recorrentes problemas de drenagem e manejo de águas pluviais no Bairro Nazaré - Comissão Especial de Estudo

Data publicação: 
quinta-feira, 26 Março, 2026 - 17:30
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