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Iluminação na fachada da CMBH destaca prevenção ao glaucoma

Assunto: 
CONSCIENTIZAÇÃO
Fachada da CMBH iluminada de verde
Fotos: Cláudio Rabelo/CMBH

O glaucoma afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros, segundo estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. A enfermidade não apresenta sintomas nas fases iniciais e costuma ser identificada apenas quando já compromete a visão. Apesar de não ter cura, é possível pausar a evolução da doença com tratamento adequado, preservando a visão restante. Para alertar sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces, a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) terá sua fachada iluminada na cor verde até o dia 31 de maio. A iluminação atende ao pedido da vereadora Loíde Gonçalves (MDB), que considera o gesto simbólico, mas importante para dar visibilidade ao tema.

“Neste mês nacional e municipal de conscientização, queremos reforçar para a população a importância dos exames oftalmológicos regulares e da prevenção, porque o diagnóstico precoce é fundamental para proteger a visão e a saúde das pessoas”, destaca a parlamentar.

Maio Verde

Nacionalmente, a campanha Maio Verde é realizada pela Sociedade Brasileira do Glaucoma, e busca conscientizar a população sobre a importância dos exames oftalmológicos regulares. Em Belo Horizonte, a Lei 11.966/2026 incluiu no calendário da capital mineira o Maio Verde como mês de prevenção da doença. 

Dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2022, estimam que o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo - atrás apenas da catarata -, atingindo cerca de 64,3 milhões de pessoas entre 40 e 80 anos. Esse número deve aumentar para 111,8 milhões até 2040.

Fatores de risco e tratamentos

A Sociedade Brasileira de Glaucoma aponta que, em 80% dos casos, a doença não apresenta sintomas no início. O glaucoma é uma enfermidade crônica que não tem cura, mas que pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo.

Entre os principais fatores de risco, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, estão histórico familiar, idade acima de 40 anos e alta miopia, além da maior predisposição em pessoas negras e asiáticas. 

A recomendação é consultar um oftalmologista regularmente para avaliação completa da visão e detecção precoce do glaucoma. Para constatar a doença, o médico faz exames como a medição da pressão intraocular, o exame de fundo de olho e, quando necessário, o exame de campo visual.

O tratamento pode ser feito com colírios, cirurgias ou uso de laser. O diagnóstico, acompanhamento e tratamento estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Superintendência de Comunicação Institucional

Data publicação: 
terça-feira, 26 Maio, 2026 - 13:00
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Loíde Gonçalves