7.1 Considerações Gerais

Conforme já foi mencionado neste guia, os documentos produzidos na Dirleg são escritos na variante padrão da língua, isto é, naquela variante que segue os princípios da gramática normativa da língua portuguesa. Assim, para questões como concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, conjugação verbal, acentuação, ortografia e outras, as referências estão contidas nas gramáticas normativas disponíveis, sendo dispensável repeti-las neste guia.

É preciso observar, no entanto, que as gramáticas normativas, mesmo visando regrar o funcionamento gramatical, não têm por objetivo construir um universo que escore integralmente os que se aventuram pelo mundo da escrita. Muitas decisões são deixadas a critério do redator. Isso, de um lado, evidencia que a produção de textos é tarefa avessa à rigidez e aos engessamentos, mas, de outro, sugere que decisões diferentes podem gerar estranhamento se tomadas em espaço de trabalho compartilhado.

Para suprimir esse desconforto no ambiente de trabalho, reduz-se o espaço de escolhas individuais, adotando-se padrões capazes de assegurar maior eficácia comunicativa aos textos de uso comum. É esse o objetivo do presente capítulo. Intitulado Convenções Linguísticas, ele contém os padrões adotados na Dirleg, estando entre esses o uso de maiúsculas e minúsculas, a opção gráfica pelo uso do hífen no lugar do travessão, a grafia das siglas de uso mais comum na diretoria, a escrita dos numerais, datas e medidas, o uso das aspas e particularidades de alguns itens lexicais recorrentes em textos do processo legislativo. No caso de maiúsculas e minúsculas, as convenções podem ser consultadas, opcionalmente, em tabela específica