REUNIÃO PLENÁRIA

Oposição trabalha na obstrução da pauta em resposta à Prefeitura

20/08/2014 ()

Bancada de oposição impediu a apreciação de projetos de lei polêmicos apresentados pelo Executivo

Oposição trabalha na obstrução da pauta em resposta à falta de diálogo da Prefeitura. Foto: Mila Milowski/ Divulgação CMBH

Vereadores da bancada de oposição ao prefeito Márcio Lacerda (PSB) impediram a apreciação de projetos de lei polêmicos apresentados pelo Executivo, cobrando mais abertura para o diálogo e apoio para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, na Av. Dom Pedro I (Vetor Norte da capital). Os parlamentares denunciaram intimidação da Prefeitura contra a CPI. A reunião plenária desta quarta-feira (20/8) foi encerrada antes da votação por falta de quórum.

Marcada pela discussão regimental, a plenária durou cerca de duas horas em torno do requerimento da base de governo para que não fosse realizada a leitura da ata da reunião do dia anterior. Os parlamentares de oposição recorreram do pedido, argumentando a importância da leitura do documento para que pudessem ser feitas as correções necessárias. “As últimas reuniões foram tumultuadas, e é preciso que a ata registre corretamente o debate que está sendo feito pela oposição”, afirmou Juninho Paim (PT).

Na mesma perspectiva, Pedro Patrus (PT) esclareceu que o objetivo da obstrução à votação dos projetos é garantir que seja feito o debate adequado sobre os temas em pauta, como a isenção de IPTU e remissão de dívidas para grandes construtoras na região do Isidoro, onde 8 mil famílias de baixa renda poderão ser desalojadas. Também no foco da discussão, a oposição quer garantir que seja feita a CPI do Viaduto Batalha dos Guararapes para apurar as responsabilidades sobre a queda, que matou duas pessoas e colocou em risco os imóveis de dezenas de famílias do entorno. Parlamentares da oposição anunciaram que precisam da assinatura de outros colegas, mas a Prefeitura estaria intimidando os vereadores da base para não apoiarem a iniciativa.

Assista aqui à reunião na íntegra. 

Superintendência de Comunicação Institucional

Oposição e base não entram em acordo para aprovação de PLs

19/08/2014 ()

Projeto que autoriza o Executivo a conceder descontos para pagamentos de dívidas à Prefeitura foi um dos pontos discutidos

Oposição e base não entram em acordo para aprovação dos PLs

A reunião plenária realizada nesta terça-feira (19/8) foi marcada por tentativas de obstrução por vereadores oposicionistas. Vereadores governistas acusaram a oposição de deixar de votar projetos importantes para a cidade, como o PL 1108/14, que estava em pauta em 2º turno. O projeto em questão autoriza o Executivo a conceder, por meio de programa específico e temporário, descontos para pagamento, à vista ou parcelado, de créditos em favor do Município, como o IPTU. Vereadores da oposição se defenderam afirmando que apenas desejam debater melhor os projetos, exercendo o legítimo direito de obstrução, e que o Executivo pretende impor suas propostas ao Legislativo.

É meu direito debater projetos que acho importantes para a cidade. Estou exercendo o meu direito de pedir discussão do projeto. Estou no direito de obstruir, é um direito da minoria em qualquer parlamento”, afirmou Juninho Paim (PT). Alguns parlamentares ainda alegaram que o PL 1108/14 vai gerar déficit na Prefeitura e favorecer grandes empresários, não beneficiando a cidade em geral.

Parlamentares da base se defenderam: “O projeto do Refis (PL 1108/14) vai beneficiar qualquer cidadão comum”, afirmou Professor Wendel (PSB). Para Orlei (PTdoB), a oposição faz um papel legítimo ao obstruir. Mas o vereador concordou com Wendel, corroborando que o Refis pode beneficiar pessoas comuns que passam por problemas financeiros. Foi solicitado por um parlamentar oposicionista o impacto financeiro do projeto sobre as contas municipais. Também foi citado que o Executivo se nega a discutir emendas ao PL.

A oposição afirmou, ainda, haver várias questões mais importantes para Belo Horizonte que não estão sendo discutidas, como o problema das famílias sob ação de reintegração de posse na área conhecida como Mata do Isidoro (região Norte da cidade) e a situação das pessoas retiradas das imediações do viaduto Batalha dos Guararapes, na Pedro I (região da Pampulha), que desabou no dia 3 de julho. Pedro Patrus (PT) citou requerimento de autoria dele para realização de audiência pública sobre a questão do viaduto, em que não houve quórum para aprovação no colegiado responsável. “Por alto, mais de 11 requerimentos de audiências públicas não estão sendo votados nas comissões”, criticou.

Hospital

A base discordou dos argumentos e lembrou a necessidade de votar o projeto de lei 1130/14, em pauta no 2º turno, que institui o Serviço Social Autônomo do Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro - um ente paraestatal com personalidade de direito privado com a finalidade de prestar serviços de saúde naquela unidade, conhecida como Hospital do Barreiro. “O maior anseio da região do Barreiro é ver o hospital em funcionamento. Quando vem um PL para beneficiar a população, a oposição vem obstruir”, censurou Wendel. Entretanto, um parlamentar da oposição alegou que votaria a favor do projeto se fossem retiradas, da comissão gestora do hospital, as pessoas ligadas ao fornecimento de equipamentos médicos.

Assista aqui à reunião na íntegra. 

Superintendência de Comunicação Institucional

Em reunião tumultuada, apreciação de projetos polêmicos é adiada

14/08/2014 ()

Requerimentos, recursos, questões de ordem, divergências de interpretação do Regimento Interno, momentos tumultuados e suspensões temporárias da reunião marcaram a 10ª plenária de agosto, realizada nesta quinta (14/8). Após apreciação de veto, vereadores da oposição se queixaram da priorização da votação de projetos do Executivo sem o devido debate. A condução da reunião e a atitude de alguns parlamentares foi alvo de protestos e denúncias de ambas as partes.

Reunião plenária desta quinta (14/8) foi marcada por divergências e questões de ordem

Requerimentos, recursos, questões de ordem, divergências de interpretação do Regimento Interno, momentos tumultuados e suspensões temporárias da reunião marcaram a 10ª plenária de agosto, realizada nesta quinta-feira (14/8). Após apreciação do veto que sobrestava a pauta e a leitura dos requerimentos de preferência, vereadores da oposição se queixaram da priorização e da votação de projetos do Executivo sem o devido debate. A condução da reunião e a atitude de alguns parlamentares foram alvos de protestos e denúncias de ambas as partes. Após quase cinco horas, a reunião foi encerrada por falta de quórum.

Dispensando o pinga-fogo e partindo diretamente para a apreciação dos projetos em pauta, os vereadores mantiveram o veto ao PL 924/13, do vereador Professor Wendel (PSB), que dá nome de Praça Paulo Paiva ao espaço livre localizado sobre o túnel da Lagoinha. De acordo com a justificativa do prefeito, além de não ter sido corretamente delimitado no projeto, o espaço não cumpre os requisitos para ser considerado como praça.

Na sequência, foram apresentados diversos requerimentos solicitando alteração da ordem dos demais itens da pauta, que por sua vez foram alvos de recursos, que alegaram a priorização de projetos do Executivo e a insuficiência de debates sobre as matérias. Questões de ordem e divergências de interpretação do regimento na condução dos procedimentos chegaram a provocar bate-bocas entre os parlamentares.

Oposição quer mais informações

Diante da polêmica, o líder do governo na Casa, vereador Preto (DEM), solicitou a suspensão da apreciação dos PLs 1053/14 e 932/13, ambos do Executivo, que dispõem respectivamente sobre a permuta de uma rua no Barreiro e a extinção de créditos tributários mediante dação de bens ao município, sendo este em 2º turno. A suspensão foi recorrida pela oposição, que alegou o desejo de votar e derrubar as matérias. Segundo os parlamentares, o texto não explicita qual será o objeto da permuta e nem como foi determinado o valor do terreno. O requerimento prevaleceu e os PLs não foram apreciados.

Item seguinte da pauta, o PL 1108/14, do Executivo, também em 2º turno, que autoriza descontos e parcelamento de dívidas para com o município gerou mais discórdias entre a base e a oposição, cujos requerimentos para votação em destaque de artigos e parágrafos foram prejudicados por requerimento de Preto, que solicitou sua votação em bloco. De acordo com os parlamentares, trata-se de matéria complexa que exige maior transparência sobre cada um de seus dispositivos, esclarecendo os montantes envolvidos, os beneficiários e o impacto financeiro da medida.

Por fim, após muita discussão e diversos pedidos de verificação de quórum, a reunião foi encerrada; insatisfeitos, vereadores da base e da oposição declararam que irão solicitar a apuração dos episódios mais controvertidos. As proposições em pauta foram transferidas para a próxima reunião, que será na segunda feira (18/8).

Superintendência de Comunicação Institucional

Vereadores não chegam a acordo sobre votações em plenário

12/08/2014 ()

Durante "pinga-fogo" governo e oposição discordam sobre prioridades da capital

Reunião Plenária (12/08)

Vereadores não entraram em acordo para dar início à votação dos projetos que fizeram parte da Ordem do Dia desta terça-feira (12/8). A base de governo alega que a oposição havia se comprometido ainda no primeiro semestre a não obstruir a votação após o recesso parlamentar e que o comportamento dos oposicionistas representa quebra de acordo. Já a oposição afirma que o acordo firmado com o governo não incluía as deliberações em plenário no mês de agosto e que a ausência de votações deve ser creditada à própria base governista.

De acordo com o vereador Juninho Paim (PT) ainda não há obstrução por parte da oposição, uma vez que nem chegou a ter início qualquer processo de votação em plenário após o recesso. Ainda segundo o parlamentar, como o governo tem o apoio da maioria da Casa, cabe a ele unir a base e votar os projetos.

O vereador Pelé do Vôlei (PTdoB) criticou o que ele considera como bloqueio das atividades de plenário pelo PT e pediu um acordo entre governo e oposição para o início das votações. Segundo ele, a falta de deliberação em plenário traz prejuízos para o povo da capital. Já o vereador Henrique Braga (PSDB) cobrou da base de governo a votação dos projetos, mesmo sem acordo com a oposição.

Projetos em pauta

Para o líder do governo, Wagner Messias Preto (DEM), são prioridades a votação do PL 1108/14, que garante desconto para pagamento, à vista ou parcelado, de tributos em atraso, e o PL 1130/2014, que institui o Serviço Social Autônomo do Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, um ente paraestatal com personalidade de direito privado com a finalidade de prestar serviços de saúde naquela unidade, conhecida como Hospital do Barreiro.

A oposição afirma ser contrária à inclusão dos dois projetos na pauta de votações. Sobre o primeiro item, membros da oposição explicam que a concessão de descontos a devedores do Fisco Municipal pode desestimular o pagamento em dia dos tributos. Já em relação ao PL1130/14, o líder da bancada petista, Pedro Patrus (PT), se apoia em ofício do Conselho Municipal de Saúde, emitido no dia 11 de agosto, que solicita à Câmara Municipal a retirada do projeto da pauta de votações até que o Ministério Público apresente seu parecer jurídico sobre a questão. Patrus quer que haja tempo para a devida análise do parecer e solicita mais discussão sobre a proposta da Prefeitura para a gestão do Hospital do Barreiro.

O parlamentar também argumentou que em seminário realizado pelo Conselho Municipal de Saúde, a sanitarista convidada, Lenir Santos, pontuou que a instituição do Serviço Social Autônomo não é a melhor alternativa para a gestão do Hospital do Barreiro, pois sua finalidade deveria ser a de auxiliar o Estado a cumprir suas obrigações e não a de exercer competências estatais como a saúde, que é atividade-fim do poder público.

Patrus afirmou ainda que já existem decisões judiciais contrárias à gestão hospitalar prestada por Serviço Social Autônomo (SSA) em outros municípios. Ainda segundo o parlamentar, a criação da SSA parte do princípio de que o Estado é mau gestor, tese com a qual discorda. “O Estado é bom gestor e tem que gerir hospitais públicos”, defende.

A oposição também cobrou da Prefeitura diálogo, ausência de violência e um plano para abrigar as milhares de pessoas que serão retiradas nos próximos dias da área conhecida como Mata do Isidoro, na região Norte de Belo Horizonte. Os parlamentares criticaram o uso da força policial no processo de reintegração de posse e temem que ocorra uma tragédia, com derramamento de sangue de grávidas, idosos e crianças.

Superintendência de Comunicação Institucional

Insatisfação com BRT e CPI do Viaduto entraram no debate

11/08/2014 ()

Liderança de governo reunirá base para esclarecer dúvidas sobre PLs do Executivo em pauta

Insatisfação com o BRT e CPI do Viaduto entraram no debate. Foto: Mila Milowski/CMBH

Sem acordo na base de governo para votação dos projetos de lei em pauta, a reunião plenária desta segunda-feira (11/8) foi encerrada durante o “pinga-fogo” por falta de quórum. Em debate, vereadores de oposição pediram apoio para criação de CPI para investigar a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Dom Pedro I (vetor norte da capital). Também foram cobradas mais ações nas áreas de segurança pública e mobilidade urbana. Líder de governo na Casa, o vereador Preto (DEM) anunciou reunião com os parlamentares da base logo após a plenária para esclarecimento de dúvidas a respeito dos projetos de autoria do Executivo que constam da pauta de votação.

Tema recorrente nas plenárias de agosto, voltou à pauta a possível abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, na região da Pampulha, que matou duas pessoas e feriu 23 no último dia 3 de julho. Parlamentares da oposição defenderam a criação da CPI e pediram apoio dos colegas, anunciando que já reuniram sete assinaturas das 14 necessárias para aprovar a realização do inquérito.

O vereador Juninho Paim, líder do PT, aproveitou para destacar os resultados de pesquisa recente que apontou a insatisfação da população com o sistema BRT/Move implantado pela Prefeitura. O parlamentar lamentou ainda a falta de diálogo do Executivo Municipal com a comunidade, lembrando os impactos da criação de uma faixa exclusiva de ônibus na lateral direita da Av. Dom Pedro II, que está gerando grandes prejuízos aos comerciantes da região.

Superintendência de Comunicação Institucional

Vereadores discutem votação de projetos do Executivo

07/08/2014 ()

Parlamentar da oposição critica o que chama de “rolo compressor”, opinião contestada por vereadores da base

Vereadores discutem votação de projetos do Executivo

Na reunião plenária desta quinta-feira (7/8), um dos assuntos debatidos foi a votação de projetos de interesse da Prefeitura. A oposição, por meio do vereador Juninho Paim (PT), destacou que está sob um “rolo compressor” do Executivo, enquanto vereadores da base negaram a acusação e conclamaram os colegas a votar projetos "importantes para a cidade".

Paim afirmou que não há necessidade de votar o “projeto do Refis” agora. Ele se referia ao projeto 1108/14, em pauta na reunião em 2º turno e que, para o vereador, que autoriza o Executivo a conceder, por meio de programa específico e temporário, descontos para pagamento, à vista ou parcelado, de créditos dos moradores de Belo Horizonte em favor do Município vencidos até o dia 31 de dezembro de 2013.

Vereadores governistas contestaram a opinião de Paim. Ronaldo Gontijo (PPS) declarou: “Os projetos que serão colocados em pauta já passaram por todas as comissões, receberam emendas e estão em 2º turno”. Diante disso, para ele não há “rolo compressor” e os parlamentares que contestaram a votação de projetos do Executivo não estão acompanhando o processo legislativo. O parlamentar ainda argumentou que o PL 1108/14 vai beneficiar não só o município, mas também o cidadão que tem dívidas com a Prefeitura. Visão compartilhada pelo líder do governo na Câmara, Wagner Messias Preto (DEM), que conclamou a Casa a “votar os projetos que são importantes para a cidade”.

Viaduto

Como nas duas últimas reuniões, vereadores discutiram a criação de uma CPI para apurar o desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I (região da Pampulha) que matou duas pessoas e feriu 23 no dia 3 de julho. Também como nos encontros anteriores, os parlamentares da oposição defenderam a criação da Comissão, enquanto a base seguiu com o argumento de que a Câmara deve esperar a realização da perícia no local pela Polícia Civil, que irá possibilitar a responsabilização dos culpados.

Juninho Paim (PT) lembrou a necessidade de dar retorno às vítimas de remoções nas proximidades do viaduto ao invés de votar projetos como o do Refis. Já Preto alegou que nem a Prefeitura pode dar qualquer resposta em relação ao acidente porque estaria impedida por decisão judicial. Ele se referia a uma decisão de membro do Tribunal de Justiça de Minas Gerais expedida no dia 6/7, que manteve a interdição de todo o local delimitado pela perícia técnica. Alexandre Gomes (PSB) sugeriu a abertura de uma comissão de investigação do acidente, desde que não seja processante. “É necessário que a liderança se movimente para que a gente tenha um acompanhamento (das investigações) mais de perto, pois somos fiscais. Já passou o momento da Câmara deixar de ser omissa. O fato foi grave”.

Maria da Penha

Já a vereadora Elaine Matozinhos (PTB) lembrou a comemoração de oito anos de vigência da Lei Maria da Penha, completados nesta quinta-feira (7/8), lembrando que a norma trata de todos os tipos de violência contra a mulher. Mas pontuou: “Temos muito ainda a conquistar”. Ela citou a ideia de criar um Centro de Referência para a Mulher, composto por vários órgãos, como delegacias, Ministério Público e secretarias.

Assista aqui à reunião na íntegra. 

Superintendência de Comunicação Institucional

Parlamentares debatem desabamento do Viaduto Batalha dos Guararapes

06/08/2014 ()

Oposição quer abertura de CPI, mas base do governo quer aguardar investigações da Polícia Civil

Reunião Plenária

Na reunião plenária desta quarta-feira (6/8), os vereadores debateram o desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, região da Pampulha, que levou duas pessoas à morte e deixou 23 feridos no dia 3 de julho. A oposição conclamou os vereadores a assinarem o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. Atualmente há sete assinaturas favoráveis à investigação na Câmara. Para que a CPI seja constituída é necessário o apoio de 14 parlamentares. O líder do governo, Wagner Messias Preto (DEM), se posicionou contrariamente à abertura da investigação pela Câmara Municipal. Ele prefere aguardar que a perícia realizada pela Polícia Civil aponte os responsáveis pelo desastre.

Preto também isentou o prefeito Marcio Lacerda de culpa pelo desabamento e afirmou que os responsáveis serão punidos “doa a quem doer”. De acordo com o parlamentar, o viaduto foi construído por meio de processo licitatório, em consonância com a legislação vigente.

O vereador Leonardo Mattos (PV) também criticou a iniciativa da oposição de requerer a abertura de CPI para investigar o caso. De acordo com ele, a Câmara Municipal deve aguardar o resultado da perícia e agir na forma da lei caso algum ente do governo seja responsabilizado. Mattos classificou a abertura de uma CPI neste momento como uma “manifestação eleitoreira”. De acordo com ele, a sociedade não espera da Câmara gestos abruptos neste momento. Para o parlamentar, aguardar a apuração dos fatos seria um gesto de sabedoria do Legislativo.

Já o líder do PT na Casa, vereador Pedro Patrus, conclamou os vereadores a firmar um “pacto pela cidade” e “pela transparência”, permitindo que a Casa apure o desabamento do viaduto por meio de uma CPI. A oposição diz esperar que os vereadores dêem uma resposta à cidade e cobrou a responsabilização dos culpados.

De acordo com Juninho Paim (PT), ao permitir a abertura da CPI, os parlamentares estarão cumprindo seu papel diante do acontecimento. Ao salientar a gravidade dos fatos, o parlamentar lembrou que vizinhos do viaduto perderam o direito de permanecer em suas casas e tiveram de ser transferidos para hotéis, dada a falta de segurança a que os imóveis localizados no entorno do viaduto estão submetidos.

Bares em Lourdes

O vereador Leonardo Mattos questionou o resultado de uma pesquisa de opinião pública apresentada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) que aponta que 85% dos moradores do Bairro de Lourdes são favoráveis à presença de bares na região. De acordo com o parlamentar, falta credibilidade à pesquisa, já que a entidade que financiou a ação representa o segmento de bares. Ele também aponta que não há informações sobre a metodologia aplicada para a definição da amostra, a elaboração do questionário, a coleta dos dados e outras variáveis que impactam diretamente no resultado de uma investigação estatística. O parlamentar salienta, ainda, que a pesquisa serve aos interesses da Abrasel, dado que a cidade vive um momento de discussão das regras para uso e ocupação do solo e para a concessão de alvarás. Segundo o parlamentar, a maior parte da população de Lourdes é contrária ao funcionamento dos bares naquela região.

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Superintendência de Comunicação Institucional

Oposição quer CPI para apurar desabamento do viaduto na Av. Pedro I

04/08/2014 ()

Parlamentares solicitaram apoio para abertura de CPI, que requer mínimo de 14 assinaturas

Preocupação com moradores do entorno do viaduto Guararapes dominou os debates no “pinga-fogo”

A responsabilização da Prefeitura Municipal e a preocupação com os moradores do entorno do viaduto Guararapes, que desabou sobre a pista da Av. Pedro I no último dia 3 de julho, foram temas abordados durante o “pinga-fogo” da segunda reunião plenária de agosto, realizada nesta segunda (4/8). Vereadores da oposição usaram o microfone para denunciar a situação das famílias e solicitar assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o ocorrido.

Segundo vereadores da oposição, que se revezaram ao microfone, insegurança, falta de informações, transtornos e insatisfação com as acomodações provisórias fornecidas pelo Município definem a situação dos moradores vizinhos ao viaduto Guararapes, que foram removidos de suas casas. Garantindo estar acompanhando de perto o desenrolar da questão, os parlamentares relataram as reclamações que vêm recebendo das pessoas, principalmente em relação à ausência de diálogo e de respostas claras por parte da Prefeitura.  

Questionando a carta lida em Plenário na última sexta-feira pelo líder do governo na Casa, vereador Preto (DEM), na qual a Prefeitura garante que todos os moradores orientados a deixar seus imóveis estão bem alojados e assistidos, os oposicionistas denunciaram a insatisfação e a insegurança vivida por eles, devido à incerteza sobre o futuro e à precariedade da situação em que se encontram, afastados de seus pertences e animais de estimação. O descontentamento motivou a realização de uma passeata de protesto no último dia 26 de julho, na Av. Pedro I.

Foram apontadas ainda questões como o desperdício de recursos públicos, já que a obra teria custado o dobro do previsto inicialmente, deficiências no planejamento, execução e fiscalização da obra e possíveis riscos em outras estruturas recém-construídas na cidade.   

Assinaturas para CPI

Pedindo a assinatura dos colegas para a instalação de uma CPI, Juninho Paim (PT) propôs ainda que nada seja votado na Casa enquanto a Prefeitura não der respostas claras sobre a questão do viaduto.

Pedro Patrus (PT) conclamou todos os colegas para o estabelecimento de um “pacto para a cidade”, com a finalidade de investigar e entender o que aconteceu. Patrus criticou ainda a existência de três investigações paralelas sobre o caso, nas quais as partes “empurram” a responsabilidade para as outras, e defendeu a realização da CPI na Câmara, cujo requerimento já contaria com sete assinaturas até o momento.

Também foi apontada a responsabilidade da Prefeitura e da Sudecap no acidente, na condição de contratantes, administradores e fiscais das intervenções. Lamentando o acidente, o vereador Jorge Santos (PRB) negou que sua bancada seja “mandada” pelo prefeito e ponderou que, ainda que solidária às vítimas do acidente e engajada na apuração dos fatos, a Câmara não pode parar. Elogiando o trabalho da oposição na Casa, Santos propôs a realização de uma reunião do Colégio de Líderes para avaliar os projetos e estabelecer acordos para sua inclusão na pauta de votações do Plenário.

Mineirão

Durante a reunião, também foi abordada a questão da proibição de estacionamento no entorno do Estádio Magalhães Pinto (Mineirão) em dias de jogos, que estaria prejudicando e desestimulando a presença dos torcedores. Aplicada durante a Copa do Mundo, a medida não se justificaria em eventos de menor porte, e sua imposição prejudica principalmente idosos, crianças e pessoas com deficiência, que precisam caminhar até 3 km para chegar ao estádio.

Por falta de quórum mínimo necessário para a votação dos projetos, a reunião foi encerrada e a pauta transferida para a próxima terça-feira (5/8).

Assista aqui à reunião na íntegra. 

Superintendência de Comunicação Institucional

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