CARNAVAL 2014

Câmara discute planejamento para a festa no próximo ano

16/12/2013 ()

Foliões e carnavalescos cobraram mais apoio do poder público para as festividades

Câmara discute planejamento do Carnaval de 2014

A Comissão de Administração Pública realizou audiência na última sexta-feira (13/12) com o objetivo de discutir o cronograma e o planejamento do Carnaval 2014 em Belo Horizonte. A reunião foi requerida pelo vereador Professor Wendell (PSB) em cumprimento a um acordo firmado em audiência realizada no mês de março, quando a Belotur se comprometera a apresentar o cronograma da festa momesca até o fim deste ano. De acordo com a Belotur, a logística de produção do Carnaval 2014 está pensada em torno de quatro pilares: a corte momesca; os blocos caricatos e escolas de samba, que voltam para a Afonso Pena; os blocos de rua; e os palcos e a estação do samba.

O primeiro deles diz respeito à eleição dos embaixadores do Carnaval belorizontino – o Rei Momo, sua rainha e a princesa – que têm a função de divulgar as festividades nos bares, restaurantes e bailes da cidade. A escolha da corte momesca será no dia 18 de janeiro, no Music Hall, na Avenida do Contorno, 3239, em Santa Efigência, uma vez que o local onde tradicionalmente ocorre a seleção dos personagens carnavalescos, a Serraria Souza Pinto, estará em obras no período.

Em relação às escolas de samba e blocos caricatos a grande novidade fica por conta do retorno dos desfiles à Avenida Afonso Pena. De acordo com o Diretor de Eventos e Operações da Belotur, Luiz Felipe Barreto, a medida atende a uma antiga reivindicação da categoria, garantindo a acessibilidade e a visibilidade necessárias à festividade. Serão dois dias de apresentação e, para não inviabilizar a realização da Feira de Arte, Artesanato e Produtores de Variedades de Belo Horizonte, a tradicional Feira Hippie, que acontece aos domingos, os desfiles vão ocorrer na segunda e terça-feira, sendo o primeiro dia dedicado aos blocos caricatos e o segundo às escolas de samba. De acordo com Barreto, que já realizou visitas técnicas ao local,é absolutamente viável instalar as arquibancadas entre o fim da feira de domingo e o início dos desfiles na segunda–feira”.

Blocos de rua

Em relação aos blocos de rua, a expectativa da Prefeitura é de que o fenômeno, iniciado espontaneamente pela população de Belo Horizonte, cresça ainda mais, e segundo Luiz Felipe Barreto, "dessa vez a Belotur não vai ser pega de surpresa”. A Prefeitura espera que o número de foliões nos blocos de rua passe de 500 mil em 2013 para mais de um milhão no ano que vem. Para garantir aos blocos o direito de estarem na rua, serão mobilizados, além da Belotur, a BHtrans, a limpeza urbana, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil.

Em relação aos palcos, Luiz Felipe Barreto explicou que eles estarão espalhados por todas as regionais e terão a função estratégica de servir como pontos de encontro dos foliões após o término de cada bloco de rua. Segundo Barreto, as experiências de outras cidades onde os blocos de rua estão consolidados há mais tempo demonstram que depois do encerramento do cortejo as pessoas permanecem nos locais de passagem obstruindo as vias públicas e a existência dos palcos seria uma maneira de coibir o problema.

Além disso, com a instalação dos palcos em todas as regionais, a intenção da PBH é que as pessoas não precisem se deslocar para o centro da cidade, Savassi ou Santa Tereza para pular o carnaval. Barreto garante que todos terão "o mesmo nível de qualidade e segurança” para participar da festa independentemente da região em que estejam.

Sobre as dimensões do evento, o presidente da Belotur, Mauro Werkema, explicou que o carnaval de 2014 será uma preparação para a Copa do Mundo Fifa, dadas as proporções que o evento anual vem tomando em Belo Horizonte. Serão treze palcos espalhados por todas as regionais da cidade e cerca de duzentos blocos de rua. Para Werkema, a tendência é de que o evento se torne, cada vez mais, fonte de renda para a cidade, que deve compreendê-lo como produto turístico e cultural, com repercussão na cadeia econômica da gastronomia e da hotelaria.

Demandas e soluções

Os representantes das escolas de samba solicitaram da Prefeitura a antecipação dos recursos financeiros para a preparação dos desfiles e o fim do congelamento de verbas públicas a que estão submetidos. Além das escolas de samba, o movimento Black Soul também se dispôs a participar do Carnaval 2014 e cobrou a possibilidade de apresentar-se em um dos palcos da Prefeitura.

A presidente do Sindicatodos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Sated-MG), Madalena Rodrigues, cobrou mais visibilidade para o tradicional Baile dos Artistas e sugeriu a inserção dos artistas circenses como participantes ativos da evolução do Carnaval na Afonso pena, uma vez que eles têm “preparo e não precisam de muito ensaio”.

Já os blocos de rua questionaram sobre a possibilidade de verbas públicas arcarem com despesas como o pagamento de cachês para os músicos que participam das festividades.

O Diretor de Eventos e Operações da Belotur e também o seu  presidente, Mauro Werkema, explicaram que os recursos para as escolas de samba e blocos caricatos serão ampliados nos próximos anos e que uma das alternativas é buscar, assim como ocorre em outras cidades, o apoio da iniciativa privada. Segundo a Prefeitura, isso será facilitado com a transferência do desfile para a Avenida Afonso Pena, dada a maior visibilidade que o evento irá adquirir. Luiz Felipe Barreto também afirmou que os recursos financeiros para o Carnaval de 2014 devem ser liberados com antecedência tanto para escolas de samba quanto para blocos caricatos.

O vereador Professor Wendell lembrou, ainda, que será construída uma área de eventos na Pampulha que poderá ser usada para o ensaio das escolas de samba, blocos de rua e blocos caricatos, garantindo melhor infraestrutura para os preparativos do Carnaval. Além disso, o parlamentar informou que está sendo pleiteada junto à Rede Minas de Televisão a transmissão ao vivo do desfile de Carnaval de Belo Horizonte, o que deverá ocorrer em 2014 ou em 2015.

Em relação ao pleito do movimento Black Soul, Barreto afirmou que, em 2015, será possível tê-los se apresentando na programação oficial do Carnaval de Belo Horizonte e lembrou exemplos de diversidade de manifestações em cidades como Recife, que abriga cantores como Milton Nascimento e Naná Vasconcelos durante os dias de Carnaval.

Sobre o baile dos Artistas, Mauro Werkema lembrou que ele já é patrocinado pela Belotur e explicou que a sua ampliação esbarra em limitações de espaço físico.

Com relação ao pleito dos blocos de rua, a Belotur explicou que, juntamente com outros órgãos públicos, a Prefeitura irá garantir a infraestrutura e a segurança necessárias para o transcurso do evento. De acordo com o presidente da Belotur, em 2014, Belo Horizonte terá o maior Carnaval de todos os tempos, fazendo, inclusive, com que foliões abdiquem de roteiros tradicionais como Ouro Preto para aproveitar os blocos da capital mineira.

Superintendência de Comunicação Institucional

http://www.youtube.com/watch?v=SPIj85qpQ4w

Escolas de samba cobram planejamento antecipado da Prefeitura

16/10/2013 ()

Carnavalescos questionaram a demora no repasse de recursos

Em audiência pública, grupos carnavalescos questionaram a demora no repasse de recursos

Falta de infraestrutura e atraso no repasse dos recursos estão entre os principais problemas enfrentados pelos blocos e escolas de samba de Belo Horizonte no carnaval deste ano. Diante das deficiências, os grupos carnavalescos cobraram da Prefeitura que antecipe o planejamento e organização do evento para 2014. O tema foi debatido em audiência pública realizada pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo na tarde desta quarta-feira (16/10). Vereadores propuseram a criação da Frente Parlamentar para Acompanhamento do Carnaval e a apresentação de emendas ao PPAG 2014-2017 prevendo rubricas específicas para o orçamento do carnaval de Belo Horizonte.

Requerente da audiência, vereador Leonardo Mattos (PV) lembrou que, no início deste ano, a Prefeitura, representada pela Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), participou de audiência pública na Câmara Municipal, em que foi acordado junto às escolas de samba e blocos caricatos que o planejamento do carnaval 2014 seria feito de forma antecipada e conjunta. No entanto, as agremiações afirmam que ainda não foram acionadas pelo Executivo.

Planejamento

“O nosso medo é acabarmos sendo coadjuvantes nesse carnaval”, lamentou a carnavalesca Luciana Alba, afirmando que a Prefeitura não tem dado informações sobre regras e organização, assim como tem desmarcado todas as reuniões agendadas com as agremiações. Os grupos cobraram do Executivo que acelere o planejamento e os envolva no processo, lembrando que, em 2013, os recursos foram depositados apenas 15 dias antes do evento, comprometendo o trabalho das escolas.

A Belotur afirmou que estão previstas para a próxima semana reuniões com as escolas de samba, blocos e agentes públicos envolvidos, em que será apresentado o planejamento geral desenvolvido pela Prefeitura para o carnaval de 2014. A empresa afirmou, porém, que não pode precisar a data em que será repassado o recurso orçamentário para as escolas e blocos produzirem os desfiles.

Orçamento

“É preciso profissionalizar o repasse financeiro, assim como a prestação de contas do dinheiro público investido”, destacou Leonardo Mattos, propondo a definição de prazos e datas fixas para liberação dos recursos. O parlamentar sugere o depósito de parcelas regulares durante o ano ou mesmo o repasse integral, mas que seja feito em até três meses antes do carnaval. “Não só isso, mas a definição do local também precisa ser antecipada para os grupos se organizarem. Ela influencia, por exemplo, a evolução da escola”, lembrou o vereador, referindo-se à incerteza da Prefeitura se irá retornar o desfile para a Av. Afonso Pena, manter na Praça da Estação ou definir um novo local.

Representante da escola de samba Canto da Alvorada e presidente da Câmara Municipal, o vereador Léo Burguês de Castro (PTdoB) defendeu o retorno do evento à Av. Afonso Pena e destacou que é preciso um olhar diferenciado para o novo carnaval que surge na cidade, com a presença de dezenas de blocos de rua. O parlamentar destacou que o formato pode atrair novos públicos, além de manter os moradores na cidade durante o feriado.

Segurança

Além dos grupos de desfile, a Belotur destacou que calcula a participação de 160 blocos de rua durante o carnaval, o que demandaria novos esforços de infraestrutura e segurança. A Prefeitura afirmou que está atenta às regiões com maior volume de público e defendeu a atuação dos agentes públicos de segurança, como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. “Em Santa Tereza, por exemplo, vamos colocar três palcos de música para tentar disciplinar o uso do espaço público e dar um ordenamento”, anunciou o presidente da Belotur, Mauro Werkema.

Encaminhamentos

Para acompanhar o processo de planejamento e garantir a participação da sociedade, os vereadores propuseram a criação de uma Frente Parlamentar, sugestão apoiada pelos presentes. Ainda, foi anunciada a apresentação de emendas ao PPAG 2014-2017 prevendo a inclusão de rubricas específicas para o orçamento do carnaval de Belo Horizonte na estrutura orçamentária do município.

Participaram da reunião os vereadores Leonardo Mattos (PV), Pedro Patrus (PT), Léo Burguês de Castro (PTdoB) e Gilson Reis (PCdoB).

Assista aqui à reunião na íntegra. 

Superintendência de Comunicação Institucional

http://www.youtube.com/watch?v=PpWnlbzNUXI
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