ANEL RODOVIÁRIO

Comissão de Direitos Humanos visitará comunidades do entorno nesta terça-feira

Comissão de Direitos Humanos visitará comunidades do entorno nesta terça-feira Com o objetivo de conhecer de perto a situação das famílias que vivem no entorno do Anel Rodoviário, que deverão ser removidas e reassentadas em outras regiões em função das obras que serão realizadas na via, a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte realizará visita técnica ao local às 8h da manhã desta terça-feira, 1º de março.

A visita técnica foi aprovada durante a audiência pública realizada no último dia 22 de fevereiro, a requerimento da vice-presidente da Comissão, vereadora Neusinha Santos (PT). As obras estão previstas para iniciar em setembro deste ano, e os moradores garantem que até agora não foram procurados pela Prefeitura para receber informações sobre a remoção.

Para percorrer o local e conversar com os moradores, também foram convidados representantes da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel). O ponto de partida da visita será o Posto Curiango, na BR-381, sentido Vitória-BH, nas imediações dos Bairros Nazaré e Goiânia, na Região Nordeste da capital.

“Remoção e reassentamento são processos demorados, rompem laços sociais há muito estabelecidos e não raro causam traumas nas pessoas”, afirmou Neusinha. “O papel da Comissão de Direitos Humanos é zelar para que a dignidade e o direito das pessoas sejam respeitados e criar oportunidades para que elas possam participar democraticamente das decisões sobre seu futuro”, concluiu.

Superintendência de Comunicação Institucional

Parecer recomenda derrubada do veto da PBH à municipalização da via

Parecer recomenda derrubada do veto da PBH à municipalização da via A conclusão do parecer da vereadora Elaine Matozinhos (PTB), relatora da Comissão Especial que analisa o veto total à proposta de municipalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, indica a rejeição ao posicionamento contrário da Prefeitura. O parecer da relatora será apreciado pelos demais membros da Comissão amanhã (24), às 13h40, no Plenário Camil Caram.

Segundo a relatora, o crescente índice de acidentes registrados na rodovia nos últimos anos transformou a questão num dos principais problemas de segurança pública da capital e do Estado. Contudo, na avaliação da vereadora, as medidas até então adotadas pelos órgãos responsáveis apresentam “resultados paliativos e não suficientemente eficazes”. Matozinhos acredita que a municipalização da rodovia vai facilitar o controle do trânsito e a redução de acidentes.

Assim que a Comissão Especial apreciar o parecer da relatora, o veto será encaminhado ao plenário em turno único. Se não for votado em 30 dias, ele trava a pauta de votações da Câmara, impedindo a apreciação de outros projetos de lei. Em plenário, os votos de dois terços dos parlamentares podem manter ou rejeitar o veto do Executivo – neste caso, a proposta se torna lei.

Razões do veto

A proposta de municipalizar o Anel Rodoviário de Belo Horizonte, aprovada pelo plenário da Câmara Municipal em 22 de dezembro do ano passado, teve origem no Projeto de Lei 302/09, do então vereador Anselmo José Domingos (PTC). Encaminhada ao prefeito Marcio Lacerda, a proposição de lei foi vetada integralmente no dia 12 de janeiro.

De acordo com as razões do veto, a municipalização do Anel seria inconstitucional e ilegal, já que somente a União poderia delegar ao município a administração e a exploração do trecho urbano da rodovia, que intercepta importantes vias federais (BR-381, BR-262, BR-040). Ainda segundo a Prefeitura, o projeto de lei deveria estar acompanhado de estimativa de impacto orçamentário-financeiro.

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Audiência discute remoção e reassentamento de famílias

Audiência discute remoção e reassentamento de famílias Com a previsão de início das obras de revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte em setembro, a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor realizou, no dia 22 de fevereiro, uma audiência pública para discutir o destino de cerca de três mil famílias que vivem no entorno da rodovia. Vereadores e moradores vão acompanhar a elaboração de um plano de remoção e reassentamento pela Urbel, além de visitarem as comunidades envolvidas.

Cerca de três mil famílias que moram e trabalham nas margens do Anel Rodoviário sofrem com a incerteza e a falta de informação sobre a possível desocupação de seus imóveis para dar lugar a intervenções viárias. Representantes dos moradores afirmam que nunca foram procurados pela Prefeitura, responsável pelos reassentamentos, e que só têm notícias sobre os procedimentos de remoção pela imprensa. Enquanto continuam no entorno da rodovia, reclamam do tráfego intenso de veículos e do alto índice de acidentes.

O diretor de Operações da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), Aloísio Rocha Moreira, explicou que a elaboração do plano de remoção e reassentamento das famílias depende da apresentação do projeto executivo pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), responsável pela execução das obras de revitalização do Anel.

Segundo a Urbel, nos próximos dias a Prefeitura deve assinar com o órgão federal um termo de compromisso para orientar o cadastramento dos imóveis que deverão ser desocupados. O cadastramento, de acordo com o diretor, envolve o mapeamento de toda a área que será alvo de intervenções, identificando as famílias que deverão desocupar as moradias, apurando o valor de cada imóvel e negociando indenizações e reassentamentos em outras unidades habitacionais.

A vereadora Neusinha Santos (PT), que solicitou a realização da audiência, sugeriu a formação de uma comissão composta por vereadores e moradores para acompanhar e fiscalizar a proposta de remoção e reassentamento a ser elaborada pela Urbel.

Com a aprovação das vereadoras Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) e Silvia Helena (PPS), a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor agendou para a próxima terça-feira, dia 1º de março, pela manhã, uma visita técnica às comunidades do entorno do Anel, com a presença de representantes da PBH. Posteriormente, a Comissão vai se reunir com o Dnit para conhecer todas as intervenções a serem realizadas, assim como o cronograma das obras. Em seguida, será realizada uma nova audiência pública.

Também participaram da reunião o vereador Adriano Ventura (PT); o gerente de Acompanhamento de Projetos Sociais da Prefeitura, Alfredo Avelar; a coordenadora municipal de Direitos Humanos, Eliane Figueiredo; o gerente de Orçamento Participativo da Regional Noroeste, Sebastião Ambrósio; a representante da Arquidiocese de Belo Horizonte, Patrícia Cury; e o padre Cássio Borges, da Paróquia “Todos os Santos”.

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Comissão especial analisará veto à municipalização do Anel

Foi constituída, no dia 1º de fevereiro, a comissão especial que analisará o veto total ao Projeto de lei 302/09, que municipaliza o Anel Rodoviário. A Câmara Municipal tem até o dia 2 de março para decidir-se pela manutenção ou rejeição do veto do prefeito Marcio Lacerda; esgotado este prazo o projeto trava a pauta do plenário.

Os vereadores que irão compor a comissão são Tarcísio Caixeta (PT), líder de governo na Casa; Pablito (PTC); Sérgio Fernando (PHS); Toninho Pinheiro (PTdoB) e Elaine Matozinhos (PTB).

Após a apresentação do relatório pela comissão, o veto será analisado em turno único na reunião plenária. Não sendo votado em 30 dias, o projeto trava a pauta de votações da Câmara, impedindo a apreciação de outros projetos de lei.

Assista a reunião do Prefeito com o Dnit

Assista a reportagem da Tv Câmara

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Vereadores vão cobrar medidas do governo federal

18/11/2010

Vereadores vão cobrar medidas do governo federal O acidente ocorrido no Anel Rodoviário de Belo Horizonte na última quarta-feira (17/11), em que seis pessoas ficaram feridas numa batida envolvendo 17 veículos, despertou revolta e indignação na Câmara Municipal e na população.

De acordo com o vereador Adriano Ventura (PT), uma comissão de vereadores encabeçada por ele irá a Brasília para cobrar obras importantes para Minas, entre elas a revitalização do Anel Rodoviário. O parlamentar informou que a população no entorno do Anel está se mobilizando para protestar contra o descaso do governo.

A respeito da possibilidade de municipalização do Anel, Adriano se diz favorável, desde que ocorra após a revitalização pelo Dnit e a construção do rodoanel, uma via para a qual será transferido o boa parte do tráfego de veículos de grande porte que atualmente passam pelo Anel. “Antes disso a municipalização não deve acontecer porque esses veículos continuarão passando por ali e, em caso de acidentes, o município poderia ser responsabilizado juridicamente.”

Adriano também considera que o Município não tem receita para fazer a manutenção do Anel Rodoviário nas condições em que o mesmo se encontra atualmente.

Ainda de acordo com o parlementar, os pontos do projeto de revitalização que foram questionados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que dizem respeito a certos valores superestimados, não impedem que o mesmo seja executado.

Adriano parabenizou o prefeito Marcio Lacerda por sua iniciativa junto ao Ministério Público para exigir que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realize obras emergenciais no trevo do Bairro Betânia, trecho mais crítico do Anel Rodoviário.

Assista a reportagem da TV Câmara

Manifestação popular

Já o vereador Paulinho Motorista (PSL) se diz favorável a uma manifestação popular para parar o tráfego no Anel e tentar, com isso, sensibilizar e governo federal. “Se ficar parado apenas um dia, vai dar prejuízo aos empresários e só assim teremos um retorno do governo federal”, afirma o parlamentar.

Segundo o vereador, o governo de Minas tem competência para realizar as obras de revitalização do anel. Paulinho afirma que uma questão meramente política impede que o Dnit transfira a responsabilidade da obra para o Estado. “Trata-se de uma picuinha entre PT e PSDB”, diz Motorista. 

Responsável pela Informação: Superintendência de Comunicação Institucional.

Atraso nas obras do Anel revoltam parlamentares

23/08/2010

Atraso nas obras do Anel revoltam parlamentares O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) anulou, nesta quinta-feira, 19 de agosto, o edital de revitalização do Anel Rodoviário de BH, que aumentará a capacidade e, especialmente, a segurança da via. Os vereadores Adriano Ventura (PT) e Paulinho Motorista (PSL) mostraram-se indignados com o adiamento das obras e esperam que o problema seja tratado com a urgência necessária, “evitando a perda de mais vidas”.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) admitiu irregularidades em dois dos 12 pontos do projeto de engenharia que foram questionados pelo Tribunal de Contas da União, levando à suspensão do processo licitatório.

Comprovaram-se, nos dois casos, a ocorrência de valores superestimados num total de R$42 milhões nos custos previstos, em vez dos R$317 milhões apontados pelo TCU. De acordo com a assessoria de imprensa da autarquia, terá de ser feito um novo planejamento antes da publicação de novo edital para a execução das obras.

O vereador Adriano Ventura afirmou ter sido “pego de surpresa” pela anulação do processo. A seu ver, não há defeitos no projeto elaborado pela Fiemg – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais; os dois problemas detectados pelo Tribunal de Contas referem-se à composição de custos, não havendo necessidade de um novo projeto. “Na próxima semana irei a Brasília, juntamente com o vice-prefeito Roberto Carvalho”, informou Ventura. “Vamos ao Dnit, ao Ministério Público, ao Palácio, aonde for preciso, para que a solução seja dada o mais rápido possível”.

Para o vereador, “é bom que esses problemas venham à tona, para que possam ser corrigidos, mas não podemos perder tanto tempo com uma nova licitação”. Ele reconhece que existe, sim, a preocupação com a Copa do Mundo, já que se espera que o Anel atenda à maior demanda de tráfego com conforto e segurança. Porém, a urgência na realização das obras decorre principalmente do alto índice de acidentes na via, que há tempos vem registrando números alarmantes de mortos e feridos.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, apenas de janeiro a junho deste ano foram registrados 1290 acidentes na rodovia, com 568 feridos e 20 mortos. O registro de vítimas fatais aumentou 42% em relação ao mesmo período de 2009.

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Mobilização popular

A indignação também foi o tom da fala de Paulinho Motorista, que conhece bem o problema por residir bem próximo ao Anel e também por sua longa experiência como motorista de ônibus e carretas. “O Anel deveria ser fechado imediatamente”, afirmou.

Segundo Motorista, só com o fechamento seria possível pressionar o Governo para solucionar definitivamente os problemas da via. “Não podemos mais permitir tantas perdas de vidas naquele local. Se o prejuízo for sentido no bolso, aí sim o Governo vai ter que se virar nos trinta”, acredita.

Para o parlamentar, pressionar o poder público pelos caminhos costumeiros, no âmbito da atuação no Legislativo Municipal, não tem sido suficiente: “A gente encaminha, solicita, é papel pra lá, protocolo pra cá, e nada acontece”, lamenta.

“Às vezes as coisas só funcionam na marra”, afirma. Para ele, será preciso atuar na qualidade de cidadão, mobilizando a população para exigir uma solução imediata. “Temos que colocar barreiras impedindo o trânsito do bairro Betânia para cima, para que não passe mais nem bicicleta”, defendeu.

Responsável pela Informação: Superintendência de Comunicação Institucional.

Licitação para obras de revitalização da rodovia é suspensa

26/07/2010

Após decisão do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) que suspendeu licitação para melhoria na capacidade e segurança do Anel Rodoviário de BH, vereadores da capital aguardam apuração final do Tribunal de Contas da União, que verificou as “irregularidades graves”, e esperam que a licitação seja retomada e as obras tenham início para se evitar mais acidentes.

Segundo o TCU, as irregularidades poderiam causar prejuízos aos cofres públicos superiores a R$ 300 milhões. Foram identificados 12 pontos questionáveis no projeto básico elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em razão de inconformidades nos quantitativos, de distâncias de transporte incorretas, de sobrepreços e antieconomicidades nas soluções de engenharia.

Rotina de acidentes

Até que haja decisão sobre o mérito das questões apontadas pelo TCU, o processo licitatório ficará paralisado. Enquanto isso, a rotina do Anel Rodoviário continua marcada por acidentes, más condições do asfalto e falta de segurança e sinalização.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 1290 acidentes na rodovia, com 568 feridos e 20 mortos. O registro de vítimas fatais aumentou 42% em relação ao mesmo período de 2009.

Para o vereador Adriano Ventura (PT), as irregularidades têm que ser investigadas pelo TCU, mas o atraso no início das obras é negativo para Belo Horizonte e Região Metropolitana. “A principal obra viária para a Copa 2014 pode não ficar pronta, e a vida de quem mora e circula pela rodovia continua ameaçada”, comentou.

‘Paulinho Motorista’ (PSL), membro da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário, também defendeu a necessidade de apurar cuidadosamente como será gasto o dinheiro público, mas reforçou a necessidade de providências imediatas no Anel. O vereador Pablo César ‘Pablito’ (PTC), que solicitou a realização de uma audiência pública em junho para acompanhar o andamento da licitação, concorda com Motorista.  

Revitalização

Oitenta mil veículos circulam por dia no principal eixo de ligação metropolitano. São 26,5 quilômetros que cortam 44 bairros da capital. As obras de revitalização, orçadas em R$ 830 milhões, têm como prioridade o alargamento de todos os viadutos, garantindo a existência de três faixas de trânsito em toda a rodovia.

O projeto ainda prevê a construção de 11 trincheiras, oito passarelas e cinco novos viadutos para fazer ligações entre bairros, desafogando o fluxo de veículos na rodovia. A requalificação do pavimento e a conclusão de marginais e trevos também estão previstos.

Responsável pela informação: Superintendência de Comunicação Institucional

Eixo de ligação metropolitano será revitalizado

21/06/2010

Eixo de ligação metropolitano será revitalizado Com recursos do governo federal já garantidos, o anel rodoviário de Belo Horizonte passará por revitalização. Para acompanhar o processo, que está em fase de licitação, e assegurar o breve início das obras, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário realizou audiência pública no dia 22 de junho de 2010.

“Recentemente, o prefeito Marcio Lacerda decretou estado de calamidade pública no Anel Rodoviário. Precisamos saber quando as obras vão começar e o que vai ser feito para solucionar os problemas da rodovia”, afirmou o vereador Pablo César ‘Pablito’ (PTC), que solicitou a realização da audiência.

O presidente da Comissão, Wagner Messias ‘Preto’ (DEM), defendeu medidas emergenciais para evitar mais acidentes no Anel até que a requalificação seja concluída; o vereador Pablito comprometeu-se a encaminhar ao DNIT um pedido para que sejam instalados mais radares da rodovia até que as obras sejam iniciadas.

O representante do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir), Avelino de Araújo, também reforçou a necessidade de ações imediatas.

Pontos críticos

Os números divulgados pela Polícia Militar Rodoviária assustam: de janeiro a junho deste ano foram registrados 1290 acidentes no Anel, com 568 feridos e 20 mortos. O registro de vítimas fatais aumentou 42% em relação ao mesmo período de 2009.

De acordo com o major Aguinaldo Lima de Barros, sub-comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar Rodoviária, os pontos mais críticos do Anel são os viadutos, onde as pistas são reduzidas, provocando retenções e acidentes.

Para o major, as obras que serão efetivadas são fundamentais para evitar acidentes de grandes proporções, mas as intervenções da engenharia “não resolvem todos os problemas”. Ele explica que outros esforços estão envolvidos na prevenção de acidentes: legislação, fiscalização e educação.

“O policiamento tem sido intensificado, com viaturas equipadas com radares em pontos estratégicos. Mas tem que haver um trabalho de conscientização e educação da população, para que os condutores respeitem os limites de velocidade”, destacou o sub-comandante Aguinaldo.

Para o vereador Paulo Sérgio ‘Paulinho Motorista’, o governo também deveria investir na instalação de mais radares na rodovia – atualmente existem 10 equipamentos em pontos fixos e dois radares móveis. “Infelizmente, a educação do condutor passa pelo bolso. É preciso colocar mais radares, limitando a velocidade em toda a extensão”, comentou o vereador.

Ações prioritárias

A revitalização dos 26,5 quilômetros do Anel Rodoviário, que corta 44 bairros da capital e é o principal eixo de ligação metropolitano, tem como prioridade o alargamento de todos os viadutos, garantido a existência de três faixas de trânsito em toda a extensão da rodovia.

O projeto ainda prevê a construção de trincheiras e novos viadutos para fazer ligações entre bairros, desafogando o fluxo de veículos na rodovia. A requalificação do pavimento e a conclusão de marginais e trevos também estão previstos.

Segundo o secretário municipal de Políticas Urbanas, Murilo de Campos Valadares, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, da ordem de R$ 830 milhões, já foram disponibilizados para as obras no Anel.

“A liberação dos recursos já foi um grande avanço. O processo de licitação é burocrático e demorado mesmo, pois segue exigências definidas em lei”, comentou o secretário.

Valadares esclareceu que o projeto completo, com definição de cronograma e plano de obras, será definido somente após a contratação da empresa vencedora da licitação.

De acordo com o engenheiro do DNIT, Davidson Carvalho, as obras já tiveram licenciamento ambiental concedido provisoriamente e estão em fase de licitação. “Na fase atual está em análise a documentação encaminhada pelas empresas concorrentes”, explicou Davidson.

Desapropriação

Uma questão polêmica, apontada pelo secretário municipal de Políticas Urbanas, é a desapropriação e a remoção de famílias para a conclusão das obras. “De imediato não temos que nos preocupar, já que dois terços da obra não dependem de desapropriações ou remoções. No momento certo, vamos conversar com as famílias. Quanto aos recursos para esse processo, já estamos negociando com o governo federal”, afirmou.

Responsável pelas Informações: Superintendência de Comunicação Institucional.

Comissão discute situação da via em audiência

02/11/2009
Comissão discute situação da via em audiência A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário realizou audiência pública para discutir o transporte de Belo Horizonte e a situação do Anel Rodoviário. A audiência, realizada no dia 3 de novembro, no Plenário Helvécio Arantes, foi solicitada pelos vereadores Adriano Ventura (PT) e Wagner Messias ‘Preto’ (DEM) em razão dos inúmeros acidentes que têm ocorrido na cidade.

O parlamentar Adriano Ventura ressaltou a importância de se debater a situação do Anel e de se buscar soluções, uma vez que grande parte da população do município utiliza a via.
 
Marco Aurélio de Barros, representante da Associação Comunitária Novo das Indústrias, expôs sua preocupação com relação à má localização e iluminação dos pontos de ônibus no Anel, que aumentam o risco para os usuários deste serviço. Barros ressaltou, também, a falta de segurança da passarela localizada no bairro Novo das Indústrias.

Geraldo de Jesus, também representante da Associação Comunitária, informou que há 30 anos a situação no Anel é crítica, acrescentando que ocorrem diversas mortes no local. Geraldo disse ainda que as autoridades deveriam tomar uma atitude urgente para melhorar as condições da via.

O chefe de gabinete do Diretor Geral do DER-MG, João Afonso Baeta, representando o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), José Elcio Santos Montese, esclareceu que o Anel é de responsabilidade do governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT). No entanto, o DER cedeu à Polícia Rodoviária do Estado dois radares estáticos que, somados aos outros dez que serão religados pelo DNIT, auxiliarão na redução de acidentes no local.

Segundo o representante do DER-MG, a desobediência dos motoristas à sinalização é a maior responsável pelos desastres que ocorrem na via, onde há um tráfego intenso de veículos, transformando pequenos incidentes em acidentes de grandes proporções. Baeta ressaltou a necessidade de a população respeitar a sinalização e de haver punições severas para os infratores.

O diretor de Ação Regional e Operacional da BHTrans, Édson Amorim afirmou que o Anel está em situação de calamidade pública: nos seus 30 km de extensão trafegam diariamente mais de 100 mil veículos e morrem cerca de duas pessoas por semana. Para ele, a duplicação do Anel, apesar de ser uma boa solução, é inviável neste momento devido ao tráfego intenso. No longo prazo, uma alternativa seria a construção de um novo Anel, que desviasse o trânsito da via e, no curto prazo, o religamento dos radares e a atuação conjunta da Polícia Militar e de fiscais da BHTRANS.

Ônibus ecologicamente correto

Os membros da Comissão aprovaram, em primeiro turno, o parecer ao Projeto de Lei 304/09, de autoria do vereador Fred Costa (PHS), que visa à adoção de ônibus com motor eletrônico pelo sistema de transporte coletivo. Uma das principais vantagens dessa tecnologia é o menor consumo de combustível e os baixos índices de emissão de poluentes.

Participaram da reunião os vereadores Wagner Messias ‘Preto’ (DEM), presidente da Comissão; Adriano Ventura (PT); João Oscar (PRP), corregedor da CMBH; e Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB). Compareceram também à reunião a diretora de Projetos da SUDECAP (Superintendência de Desenvolvimento da Capital), Maria Neusa Ferreira, e o assessor do gabinete do vereador Adriano Ventura, José Christino da Silva.

Informações na Superintendência de Comunicação Institucional (3555-1105/1445).

 

Vereadores comentam sobre situação do Anel Rodoviário

17/09/2009
{mosimage}O prefeito Marcio Lacerda (PSB) decretou calamidade pública em todos os 26,5 quilômetros do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, afetados por desastres e acidentes com veículos e pedestres.

O Decreto 13.713 foi publicado na edição de 17 de setembro do DOM (Diário Oficial do Município). O Anel interliga as BRs 040, 262 e 381. O trecho mais perigoso fica entre o bairro Olhos D’Água e o trevo da avenida Amazonas.

Vida e cor

Para o vereador Adriano Ventura (PT), a parceria já deveria existir entre os três poderes (municipal, estadual e federal), mas realçou que a decisão do prefeito “foi a melhor alternativa pelo fato de municipalizar  e conquistar os recursos, proporcionando mais segurança e qualidade na sinalização”.

O parlamentar sugeriu, ainda, investimentos no meio ambiente em torno do Anel, principalmente nos trevos com o Barreiro e o bairro Betânia, que “podem ganhar mais vida e cor”.
Tragédia

O vereador Reinaldo ‘Preto do Sacolão’ (PMDB) disse que “a decisão do prefeito foi acertada. O Anel Rodoviário está em situação crítica e todos sabem disso. Não apenas por causa dos congestionamentos, mas da própria estrutura que está precária. Infelizmente, foi preciso acontecer uma tragédia (11 de setembro) para que uma atitude fosse tomada”.

“Tenho buscado atuar no sentido de evitar que mais casos como esses venham a ocorrer na capital”, acrescentou Reinaldo. O parlamentar citou o exemplo da Rodovia MG-05, entre a avenida José Cândido da Silveira e o Anel Rodoviário, que, “desde o início de meu mandato, luto pela municipalização que garante a segurança dos moradores que se arriscam diariamente para atravessar o local, seja para ir à escola, para o trabalho ou para um passeio”.

Usuário

Presidente da Comissão de Legislação e Justiça da Câmara Municipal, o vereador Sérgio Fernando (PHS) informou que, “como usuário rotineiro, vejo claramente que o mesmo precisa ser repensado e entendo acertada a iniciativa do prefeito, decretando Estado de Calamidade Pública no Anel Rodoviário”.
 “Sabemos que, com a piora progressiva do sistema viário municipal, o que se dá não só pela estrutura viária, mas também pelo crescimento do número de veículos circulando na cidade, o Anel Rodoviário torna-se opção para muitos motoristas que buscam diminuir o tempo gasto entre origens e destinos”, comentou Sérgio Fernando.

Circulam diariamente pelo Anel Rodoviário mais de 100 mil veículos, entre automóveis, carretas, caminhões e ônibus. Desde 2007 estão desativados os radares de velocidade por término de contrato com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). De setembro de 2007 a setembro de 2009, ocorreram  6.891 acidentes, com 91 mortos e 3.010 feridos.

Informações na Superintendência de Comunicação Institucional (3555-1105/3555-1445).

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